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Potencial ignorado: indústria, biodiversidade e pesquisa podem alavancar a Amazônia

Durante seminário, lideranças políticas e econômicas destacaram o “tripé” para a materialização do desenvolvimento regional e nacional da Amazônia 26/08/2015 às 12:31
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Objetivo é discutir vários temas, sejam eles ligados a ciência e tecnologia, cultura, povos ancestrais, disse Belisário Arce
Saadya Jezine Manaus (AM)

O grande potencial que a região amazônica carrega em sua biodiversidade, o Polo Industrial de Manaus (PIM) e as pesquisas científicas desenvolvidas na região podem ser o “tripé” para a materialização do desenvolvimento regional e nacional, segundo destacaram lideranças políticas e econômicas no Seminário Integração, Cooperação e Desenvolvimento Regional, realizado pela fundação PanAmazônia, na última terça-feira (25).

No entanto, há um caminho a percorrer até que essa compreensão seja universalizada. “Eu considero que a Amazônia é a última fronteira verdadeira de desenvolvimento para o Brasil, e o País literalmente ignora a região. Vira as costas”, destacou o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB). Para gerar mais visibilidade a essa potencialidade, o economista Osiris Silva propõe um modelo de governança baseado no desenvolvimento e na promoção de um sistema voltado para ensino e pesquisa.

“Não nos faltam projetos de pesquisa, nem pesquisadores, isso temos, e grandes profissionais. O que está faltando é investimento para desenvolvê-los. É necessário também que instituições, como Embrapa, Inpa, Ufam, UEA, encontrem uma uniformização no diálogo e nas ações que promoverem”, enfatiza o economista.

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) seria esse ponto de encontro entre as instituições de desenvolvimento científico, que atualmente é alvo de críticas devido a coordenação que o Instituto Nacional de Pesos e Medidas (Inmetro) está desenvolvendo em parceria com a Superintendia da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para Osiris Silva, “o governo do Amazonas que tem que assumir essa responsabilidade. Livre de amarras políticas, burocráticas, que promovam unicamente o conhecimento científico, com consórcio unindo as Universidades, Inpa e Embrapa”. E o prefeito Arthur Neto destacou em seguida: “Eu chego a arriscar que se tivéssemos com o Centro funcionando plenamente, não haveria crise no Amazonas e nós amenizaríamos a crise de parceiros”.

O presidente da PanAmazônia, Belisário Arce, enfatizou que o evento alcançou as expectativas. “O objetivo da organização é discutir vários temas, sejam eles ligados à ciência e tecnologia, cultura, povos ancestrais, ou seja, temas ligados a integração e cooperação entre as sociedades amazônicas e isso conseguimos alcançar hoje, e nesses cinco anos de associação”, afirmou.

Empenho

Para os líderes, a perspectiva de transformar a Amazônia no polo mais dinâmico do desenvolvimento brasileiro deverá ser realizada com seriedade. “Temos que nos empenhar. Criar condições para que o mundo nos veja”, enfatizou Osiris Silva.

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