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Povo não deve ser consultado sobre questões técnicas, diz Marco Aurélio

O ministro comentou as movimentações políticas recentes do país durante posse do ministro Luís Roberto Barroso na Corte 26/06/2013 às 15:43
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O ministro ainda classificou a convocação de plebiscito como “um gasto” e que os recursos públicos devem ser direcionados aos serviços essenciais, como educação e saúde
Débora Zampier/Agência Brasil Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse nesta quarta-feira (26) que o Congresso Nacional deve discutir as reformas necessárias ao país e que o povo não deve ser consultado sobre questões estritamente técnicas. O ministro comentou as movimentações políticas recentes do país durante posse do ministro Luís Roberto Barroso na Corte.

“O caminho é a deliberação dos congressistas e aí, em uma opção política normativa, eles atenderem aos anseios sociais, estabelecerem o que é melhor para a sociedade. A meu ver, não cabe consultar o povo em geral sobre questões estritamente técnicas”, disse.

O governo federal quer convocar um plebiscito para que a população opine sobre quais mudanças devem ser feitas na reforma política. O ministro ainda classificou a convocação de plebiscito como “um gasto” e que os recursos públicos devem ser direcionados aos serviços essenciais, como educação e saúde. Ele ainda destacou que não há dúvida de que o povo quer a reforma política para tratar de questões polêmicas, como o financiamento de campanhas.

O ministro disse ainda que a determinação de prisão imediata do deputado Natan Donadon (PMDB-RO) “soa como um combate à impunidade”. O STF tomou a decisão nesta manhã após analisar o segundo recurso possível apresentado pelo parlamentar, que foi condenado a mais de 13 anos de prisão em 2010 por desvio de dinheiro público. O advogado de Donadon disse que vai entrar com pedido de revisão criminal.

 

 

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