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Cotidiano
POLÍTICA

Pré-candidato à Presidência em 2018, Rodrigo Maia cumpre agenda em Manaus

Presidenciável e aposta do Democratas esteve em Manaus e participou de debates sobre a Zona Franca, além de reuniões com políticos locais 11/05/2018 às 14:36
Show rodrigo maia
Foto: Winnetou Almeida
Náis Campos Manaus (AM)

Na temporada de pré-candidatos com passagens em Manaus para o lançamento de seus nomes à vaga de presidente da República, o Democratas trouxe à capital o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia para cumprir uma agenda dividida entre os debates sobre a Zona Franca, em reunião na Fieam, e conversas com os caciques políticos locais.

Dos oito parlamentares que formam a bancado do Amazonas no Congresso Nacional, cinco estiveram acompanhando o candidato do DEM, entre eles o senador Omar Aziz (PSD) e o deputado federal Pauderney Avelino da mesma legenda de Maia.

O presidenciável foi cobrado pela diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) sobre os projetos que tramitam em Brasília e podem trazer vantagens comparativas ao modelo econômico do Pólo Industrial de Manaus (PIM).

Antônio Silva, presidente da federação, lembrou ao candidato que o Amazonas é o maior arrecadador de tributos da Região Norte e nessa condição merece olhos mais atentos. O empresário criticou, por exemplo, a aprovação da lei que retira do Sistema “S”, como Senai, Sesc e Sesi, 25% da contribuição de indústrias que atuam nas áreas da Sudam e Sudene para o Fundo Nacional de Segurança.

“Essa medida traria pesados prejuízos a atuação das entidades ‘S’, em especial Sesi e Senai, que são órgãos ligados ao social e ao aperfeiçoamento profissional da indústria”, reclamou.

Com a palavra, Rodrigo Maia confirmou, aos empresários, que é preciso reinventar o Brasil e incentivar projetos que dão certo, como a Zona Franca de Manaus. “Defendo esse modelo por se tratar de um bom exemplo, de um capital dado, e que deu certo”, assegurou o deputado ao assumir o compromisso de levar ao Congresso os pleitos dos empresários com negócios no Amazonas.

Sobre a retirada da alíquota de incentivos do Sesi e a Sinai, Maia se mostrou preocupado com a realocação dos recursos para outras áreas, como a de segurança pública. “É uma demonstração clara de que, ou vamos recomeçar o estado brasileiro ou daqui a pouco vamos começar a fazer escolhas, como para se ter segurança não haverá educação, para se ter educação não vai ter saúde ou para ter saúde não vai se ter logística”, comparou o presidenciável.

Maia também criticou os excessivos gastos da máquina pública com pessoal em prejuízo aos incentivos e atração de capital estrangeiro para a promoção da indústria brasileira. O deputado falou em “coragem para enfrentar” ao se referir aos altos salários de servidores públicos, federais e estaduais, que chegam a ser de 30% a 67% maiores do que os ganhos pagos pela iniciativa privada.

“Não que o servidor não mereça, ele fez concurso, mas não há condições de se arcar com esse peso. Ou vamos ter a coragem de reorganizar isso e enfrentar esses problemas ou nós vamos, amanhã, ter cada vez menos recursos para investimentos”, ponderou.

Para o pré-candidato, esse “peso” é uma referência ao fator de cobrança previdenciário que, na opinião dele, o setor público recebe um maior número de benefícios em desvantagens ao trabalhador das empresas privadas. “Então é um alerta para que possamos reconstruir a estrutura administrativa tanto do governo federal e de estados, com sistema previdenciário igual, com regras claras e segurança jurídica para que o setor privado possa investir com tranqüilidade a longo prazo”, defendeu o candidato do DEM.

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