Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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Preço da gasolina pode aumentar e chegar a R$ 3,34 até a próxima semana em Manaus

Após autorização do Governo Federal, postos de Manaus se preparam para aumentar os valores até a próxima semana, tanto para o diesel quanto para gasolina



1.jpg Sindicato afirma que vários fatores contribuem para a formação do preço
06/11/2014 às 09:28

Até a próxima semana, as bombas de combustíveis dos postos da cidade já devem estar com o valor reajustado, tanto para o diesel quanto para gasolina, desagradando o consumidor manauara. Os proprietários dos postos da capital amazonense aguardam apenas o anúncio oficial do aumento pelo Governo Federal. A expectativa é de que o repasse para a gasolina em Manaus chegue a 5%, o que elevaria o preço do combustível da média atual de R$ 3,18 para R$ 3,34, por litro.

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Amazonas (Sindcam), Luiz Felipe Moura, disse que ainda é cedo para afirmar se o repasse na cidade será o mesmo previsto na pauta do Governo Federal. Ele lembrou que a formatação do preço leva outros aspectos em consideração. “O preço da gasolina A, do etanol anidro, fretes ,impostos, alugueis, remuneração do capital, entre outros. Tudo isso pode refletir nos valores de cada posto”, avaliou.

Mas, empresários de postos de Manaus já trabalham com cálculo planejado pelo Governo. O proprietário do posto BRA Derivados de Petróleo, Diego Afonso, por exemplo, explicou que a planilha de custos não permite aos empresários segurar o repasse caso ele seja feito na distribuidora.

“Como o aumento já foi autorizado pelo Ministério da Fazenda, estamos aguardando o anúncio oficial da Petrobras e o inevitável acréscimo em nossas notas fiscais vindas das distribuidoras. Até a próxima semana, o repasse deve ser feito”, informou.

Aumentos regionais Apesar de este ser o primeiro aumento no preço dos combustíveis desde novembro do ano passado, neste intervalo, os motoristas da cidade já presenciaram outros reajustes ‘regionais’, ou seja, sem o aumento oficial autorizado pelo Governo Federal. O último foi feito em junho, durante a realização de jogos da Copa do Mundo em Manaus, quando o preço da gasolina comum chegou a R$ 3,20.

Para Diego Afonso, os aumentos decididos em nível estadual tiveram diversas razões. “Tivemos problemas com preço de frete, e tivemos que arcar com custos trabalhistas e reajustes salariais. Esses fatores somados aos aumentos nas distribuidoras impossibilitam a manutenção do mesmo preço na bomba”, alegou.

‘Sinal verde’ para aumento de até 5%

O aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para reajustar os combustíveis foi recebido pela Petrobras na terça-feira. Em reunião com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu à empresa, no entanto, que o valor não fosse divulgado na ocasião.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fez uma apresentação em que mostrava projeções com o percentual de 8% de reajuste. Mas, o esperado é que o reajuste seja de 5%. O anúncio oficial deve ser feito nos próximos dias. A decisão final ficará na mão da diretoria, que deve fazer a divulgação ainda esta semana.

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