Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019
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Preços em alta: Inflação perturba governo

Mantega e Tombini justificaram o reajuste da Selic como ferramenta para conter os índices da inflação no Brasil. Atualmente, a taxa está em 7,25% ao ano, o menor índice da história



1.jpg Presidente do BC, Alexandre Tombini, declarou que o Governo Federal não vai tolerar a volta da inflação
13/04/2013 às 10:47

Declarações dadas ontem pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, deram a entender que a taxa de juros oficiais, a Selic, deve sofrer aumento na próxima semana, durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Mantega e Tombini justificaram o reajuste da Selic como ferramenta para conter os índices da inflação no Brasil. Atualmente, a taxa está em 7,25% ao ano, o menor índice da história.



Em março, puxada pela alta dos preços de alimentos como tomate, farinha e batata, a inflação oficial superou o teto da meta oficial do governo pela primeira vez em mais de um ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu a maior taxa desde novembro de 2011 e subiu 6,59% nos últimos 12 meses.

Tombini disse que não vai tolerar a inflação e que o BC monitora atentamente todos os indicadores. Já Mantega foi mais direto, declarando que o Governo Federal vai controlar a inflação e as expectativas dos investidores, nem que para isso, precise de medidas impopulares. “Não titubearemos em tomar medidas. Inclusive, posso dizer que mesmo as medidas que são consideradas menos populares são tomadas, por exemplo, em relação às taxas juros quando isso é necessário”, disse o Ministro.

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A princípio, a elevação da Selic gera impacto principalmente no setor de crediário, e diminui o poder aquisitivo da população. Economistas e empresários de Manaus analisaram os riscos que o comércio e a indústria correm, caso a taxa seja reajustada. Para Ralph Assayag, presidente a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), a mudança não atrapalhará o comércio local.

“Se mexerem um percentual pequeno, vai influenciar em pouca coisa. Um produto que custa até R$ 5 mil, por exemplo, vai aumentar mais R$ 1. A gente só espera que com essa medida, o preço dos alimentos caia e se invista em infra-estrutura para escoar as produções”, analisou o presidente da CDLM.

O assessor de economia da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio), José Fernando, classificou a medida como um “antídoto de curto prazo”. Ele defende mudanças profundas na política monetária brasileira. “O Governo tem que pensar a longo prazo e investir em infra-estrutura, gerar renda e emprego. Só isso resolve a situação do Brasil. Precisamos da reforma tributária e trabalhista. Temos também que diminuir a burocracia que engessa e sufoca o empreendedor no país”, destacou José Fernando. As reuniões do Comitê de Política Monetária estão marcadas para os próximos dias 16 e 17.



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