Terça-feira, 16 de Julho de 2019
EM MARAÃ

Prefeito afastado acusado de matar político no AM intimidava testemunhas, diz MP

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), testemunhas eram intimidadas por Luiz Magno, acusado de planejar morte de Cícero Lopes (Pros) em fevereiro deste ano



ssp.JPG Coordenador do Gaeco, Mauro Veras, confirmou que morte foi motivada por questões políticas (Foto: Clóvis Miranda)
22/12/2016 às 11:14

A prisão do prefeito afastado Luiz Magno, acusado de planejar a morte de Cícero Lopes (Pros) em fevereiro deste ano, foi motivada pela intimidação de testemunhas, afirmou o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), procurador Mauro Veras. As investigações também confirmaram que a morte de Cícero foi motivada por questões políticas. Magno foi preso ontem e afastado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). 

Segundo o procurador Mauro Veras, o cumprimento da prisão decorreu pelo fato do surgimento de uma nova testemunha que estaria se sentindo intimidada por Luiz Magno. "A presença do prefeito Magno estava causando constrangimento às eventuais testemunhas e, até mesmo, intimidação para que elas não pudessem colaborar com as investigações", declarou o procurador.

O secretário da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes declarou que houve um reforço no policiamento no município de Maraã. "Ontem mesmo foram mandados oito policiais para o município é o Governo do Estado já disponibilizou um hidroavião para atender Maraã", garantiu.

Fontes e Veras não deram mais detalhes sobre os motivos do crime, pois segundo eles, a investigação segue em segredo de justiça para que as provas sejam angariadas e as testemunhas sejam preservadas. Luiz Magno está preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e deve ser ouvido pelo Ministério Público ainda nesta quinta-feira. 

O crime

O então prefeito de Maraã, Cícero Lopes (Pros), foi assassinado com um tipo de espingarda calibre 16 na noite de 28 de fevereiro deste ano, na frente da residência dele, que era prefeito do município desde 2013. A motivação política e envolvimento de Luiz Magno foi uma das hipóteses consideradas nas investigações e defendidas por familiares da vítima.

 Na época, a filha do prefeito assassinado, Maria Glaciane, informou que o pai estava acompanhado de um neto no momento do crime. A família, segundo ela, defende a tese de que a execução de Cícero da Silva se deu por conflitos com adversários políticos. Como adversários do pai, ela citou o vice-prefeito Luiz Magno Moraes, que assumiu o comando Prefeitura até ser afastado pelo TRE.

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