Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
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Prefeito Artur Neto pede autorização para firmar empréstimo de R$ 227,4 milhões

O projeto do prefeito de Manaus com a Confederação Andina de Fomento (CAF) chegou nesta terça-feira (12), à CMM, um dia depois que ele anunciou um corte de R$ 300 milhões nas despesas do município por falta de dinheiro



1.gif Prefeito Artur Neto reuniu o seu secretariado, na segunda-feira, para anunciar corte de R$ 300 milhões nas despesas do município por conta de rombo no orçamento
13/08/2014 às 14:07

Um dia após anunciar o corte de R$ 300 milhões nas despesas do município por falta de dinheiro, o prefeito Artur Neto (PSDB) pediu autorização da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para firmar um empréstimo de US$ 100 milhões (R$ 227,4 milhões) com a Confederação Andina de Fomento (CAF).

O projeto do Executivo Municipal chegou ontem à CMM e, de acordo com o líder do prefeito, vereador Wilker Barreto (PHS), entra na pauta de votação hoje em regime de urgência. Segundo o parlamentar, os recursos que a prefeitura quer levantar na CAF serão investidos em obras de infraestrutura.

“Esse empréstimo será investido em obras de mobilidade urbana e de desenvolvimento da cidade. É sabedor que o que foi prometido a Manaus pelo Governo Federal para mobilidade urbana não foi repassado sequer R$ 1. Manaus precisa de um aporte robusto de recursos e o prefeito recorre à CAF a título de empréstimo para poder investir na mobilidade urbana no município de Manaus”, disse o vereador.

No dia 9 de junho, o representante da CAF e presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Victor Rico, esteve em Manaus e se reuniu com o prefeito Artur Neto, no Palácio Rio Branco, no Centro, para discutir o financiamento de US$ 100 milhões. Na época, Artur Neto elogiou a CAF como “rápida, competente e independente, e capaz de dar respostas ágeis”. “Todos os viadutos que construímos na cidade e a segunda etapa do Complexo Turístico Ponta Negra foram financiados pela CAF. Nós queremos sempre honrar a confiança que depositam em nós e não vai ser diferente com o novo empréstimo que solicitamos”, afirmou o prefeito em junho.

Na segunda-feira, Artur Neto, associou a necessidade do corte de R$ 300 milhões do orçamento em decorrência do rombo que se abriu nas contas municipais quando os R$ 145 milhões prometidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) para implantar corredores viários na capital amazonense não foram repassados.

O argumento de que Dilma cortou os repasses para Manaus tem sido usado por Artur para turbinar o pedido de votos para o candidato tucano à presidência da República, Aécio Neves. No sábado, o senador do PSDB esteve em Manaus e, dentre outros pontos, disse que “o norte é carente de obras de infraestrutura”.

O secretário municipal de Finanças (Semef), Ulisses Tapajós, ontem, em entrevista ao A CRÍTICA, falou sobre a operação de crédito. “Esse empréstimo só está sendo feito por conta de não termos recebido nenhum centavo do que foi prometido pela Dilma (Rousseff) ao município de Manaus”, explicou.

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