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Prefeito Artur Neto sugere que Dilma fingiu mal estar em debate, que chamou de 'vexatório'

Principal opositor do PT, o prefeito de Manaus declarou em evento pró-Aécio que "o Brasil não pode ser governado por quem passa mal” 18/10/2014 às 14:55
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O tucano Artur Neto foi o principal líder de oposição do governo do PT quando era senador
Luciano Falbo Manaus (AM)

O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), disse na manhã deste sábado (18) que “o Brasil não pode ser governado por quem passa mal”, em referência à candidata à reeleição para o Planalto, Dilma Rousseff (PT), que teve um mal estar enquanto concedia entrevista ao vivo após o debate realizado pelo SBT na quinta-feira.

Artur classificou o debate como “vexatório”. “Em que a candidata passou mal, ou fingiu que passou mal. Mas, o Brasil não é para ser governador por quem passa mal. O Brasil é para ser governado por quem tem energia para tocar os negócios do Estado sem descanso, sem parar”, completou. Artur disse que Dilma não “suportou a tensão de um simples debate, onde ela levou flagrante desvantagem”.

Principal voz da oposição tucana no Senado, durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Artur Virgílio Neto prosseguiu nas provocações. Disse que no dia quem começar a passar mal largará as suas atividades políticas. “Eu vou ficar na vida pública enquanto eu tiver apoio popular, enquanto eu passar bem, enquanto eu tiver energia para enfrentar tensões”, disparou.

As declarações polêmicas do prefeito foram durante evento pró-Aécio

As declarações foram dadas durante um ato de apoio de médicos e outros profissionais da saúde à candidatura à presidência de Aécio Neves (PSDB), no Largo São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, no Centro da capital amazonense. O encontro reuniu cerca de 200 pessoas. A equipe de campanha de Aécio Neves gravou imagens do ato, que poderão ser usadas durante o programa eleitoral do presidenciável.

Desde o início da pré-campanha, o prefeito tem se queixado publicamente da presidente. Segundo ele, o Governo Federal não está cumprindo acordos de liberação de verbas e de créditos para obras de mobilidade urbana em Manaus.

Artur foi senador entre 2003 e 2010, mesmo período dos dois mandatos do ex-presidente Lula, quando foi o líder da oposição. Polêmico, o tucano ameaçou dar uma surra no petista em 2005 se alguma coisa acontecesse com sua família. Segundo relato de Artur na tribuna, à época, sua família estaria sendo ameaçada por um policial supostamente contratado para levantar informações contra ele na capital amazonense. "Se ameaçarem um filho meu, dou uma surra no próprio Lula. Sou de escorpião. Jamais desonraria o meu signo. Sou inesquecível como inimigo", disparou da tribuna do Senado.

Hoje, em entrevista para A CRÍTICA, Artur citou o ex-presidente petista, que esteve em Manaus na quinta e na sexta-feira. O tucano disse que nunca se denominou: o defensor da Zona Franca de Manaus (ZFM). “Mas, é assim que o povo me vê”, defendeu. O prefeito disse que Lula mentia ao dizer que os tucanos eram contra a ZFM. “E eu fui senador no governo de quem? Quem é que atacava a Zona Franca para eu defender? Agora, como ele (Lula) gosta de mentir e eu não suporto, eu jamais diria que ele é inimigo da Zona Franca como ele mentia dizendo que o presidente Fernando Henrique era inimigo da Zona Franca”, disse.

Artur aproveitou o evento para pedir empenho dos simpatizantes e militantes da candidatura presidencial do PSDB na campanha na capital. “Vencendo em Manaus, a gente compensa a diferença de outros municípios menores. Espero que a vitória do Aécio se repita em todos os grandes centros”, afirmou.

O prefeito lembrou o episódio do 'mensalão do PT' para atacar a campanha adversária. “O Brasil não pode mais ser governado por um partido que tem seus principais dirigentes na cadeia. Aécio vai quebrando esse longo ciclo de 12 anos de um poder que não aproveitou a bonança internacional com Lula para fazer mudanças importantes no país e que continua inerte no governo de Dilma, não fazendo nenhuma reforma. E hoje o Brasil é um país que perde em competitividade econômica, que gera empregos de qualidade muito baixa, que tenta fazer um Brasil que não existe mais. Eles não têm êxito no plano econômico”, disse.

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