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Prefeito assassinado com tiro de espingarda em Maraã será enterrado em Coari nesta quarta

Uma espingarda calibre 16 foi encontrada a 600 metros do local do crime nesta terça-feira (1º); corpo de Cícero Lopes chegou à sua terra natal na tarde de hoje 01/03/2016 às 20:06
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Corpo chegou a Coari, onde será enterrado, na tarde de hoje (1º)
Alexandre Pequeno e Lucas Jardim Manaus (AM)

A Polícia Militar encontrou na tarde desta terça-feira (1º) uma espingarda que pode ter sido utilizada no assassinato de Cícero Lopes (Pros), prefeito de Maraã, ocorrido no último domingo (28) no município, distante 615 km de Manaus. A expectativa é de que o autor do crime seja encontrado até a próxima sexta-feira (4).

Natural do município de Coari, Cícero será enterrado em sua cidade natal nesta quarta-feira (2). O corpo do prefeito chegou à cidade às 15h15 e está sendo velado no ginásio de esportes Natanael Brasil.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos James Frota, a espingarda foi encontrada jogada em um matagal. “Ela estava a aproximadamente 600 metros do local onde atiraram no prefeito. É uma espingarda calibre 16”, afirmou o militar.

“Lá está chovendo muito e não conseguimos chegar em muitas comunidades de Maraã para chegarmos a um resultado, porém temos policiamento cercando o local, acredito que, até próxima sexta-feira, encontraremos o elemento causador no crime, pois a cidade é pequena, dá pra gente conseguir muita coisa”, complementou o coronel James.

O delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), é mais cauteloso sobre a arma encontrada.

Apesar de acreditar que seja arma utilizada no crime, ele disse que ainda é preciso comprovação pericial. Os peritos colherão as digitais presentes no armamento, analisarão a arma e as cápsulas deflagradas.

“É provável que tenha sido essa arma, mas não podemos afirmar. Porém, tudo leva a crer que seja, já que a encontraram com o cartucho deflagrado a 600 metros do crime”, afirmou.

Crime e motivação

Cícero Lopes foi assassinado no último domingo com tiro de espingarda por volta das 19h20, na frente da sua residência. Ele era prefeito de Maraã desde 2013.

Familiares da vítima defendem a tese de homicídio motivado por desavenças políticas, segundo a filha do prefeito morto, Maria Gleiciane Silva, que é secretária de Finanças de Maraã.

A polícia trabalha com as hipóteses de motivações pessoais e a de motivações políticas. Duas pessoas foram detidas na segunda-feira (29) para prestar esclarecimentos sobre o caso.

"A primeira [hipótese] se relaciona com possíveis ações do prefeito, como contração de dívidas e etc. A segunda tem a ver com um possível envolvimento do vice-prefeito [Luiz Magno Moraes], que é adversário político do prefeito assassinado, no crime. Há a possibilidade de um terceiro, ligado a ele, ter cometido o crime", disse James Frota.

"Executamos mandados de busca e apreensão e de prisão e os ouvimos, mas eles [as duas pessoas presas] já foram liberados", completou o comandante-geral.

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