Sábado, 24 de Agosto de 2019
POLÍTICA

Prefeito cassado de Caapiranga diz que vai recorrer após afastamento da Câmara

Comissão Processante do município decidiu pelo afastamento de Pongó por suspeita de desvios de dinheiro público. Prefeito alega que não foi ouvido e considera atitude "arbitrária"



pongo.JPG Foto: Arquivo/AC
07/03/2018 às 18:54

O prefeito cassado de Caapiranga (a 145 quilômetros de Manaus), Antônio Ferreira Lima (PMDB), o Pongó, afirmou nesta quarta-feira (7) que recorrerá da decisão da Câmara Municipal que o afastou do cargo, ontem, juntamente com o vice-prefeito, Moisés Filho (PMDB). Atualmente, está à frente da prefeitura o vereador Tico Braz (DEM).

O comando da prefeitura de Caapiranga vem sofrendo instabilidade desde o ano passado, com o “vai e volta” de Pongó ao Poder Executivo.

A Câmara Municipal de Caapiranga formou uma Comissão Processante, em janeiro, e decidiu pelo afastamento temporário de Pongó e Moisés, até a análise final da denúncia e a votação. O grupo alega desvios de dinheiro público.

“Vou recorrer. Meus advogados vão orientar. Essa cassação é um absurdo, porque eu não fui ouvido. O vice-prefeito também não foi ouvido. Os vereadores da situação pediram vistas e não deixaram. Acredito que foi arbitrário por parte da Câmara”, afirmou o prefeito cassado. 

Imbróglio

Em outubro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) decidiu por unanimidade cassar os diplomas de Pongó e Moisés. O recurso contra a Contra Expedição de Diploma foi movido pelo adversário de Antônio Lima, nas eleições de 2016, Zilmar Sales (PSD).

Antônio Lima disputou a eleição no ano passado mesmo tendo condenação judicial em segunda instância e com trânsito em julgado, em agosto de 2014, em uma ação de improbidade administrativa, que fez o então prefeito a perder os direitos políticos por quatro anos. Fato esse que o impossibilitava, ainda, de disputar um cargo nas eleições de 2016 e nem estar filiado em um partido político.

Ambos recorreram com embargos de declaração que foram rejeitados pelo TRE-AM, em concordância com o parecer ministerial, no dia 24 de janeiro. Agora, aguarda-se decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo com a decisão do TRE-AM, em novembro do ano passado, Pongó voltou ao cargo após liminar assinada pelo desembargador Ayrton Luis Corrêa Gentil. Dois meses depois, o comando da cidade foi transferido para Moisés, por decisão do presidente do Tribunal de Justiça (TJ-AM) Flávio Pascarelli.

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