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Prefeito cassado de Coari (AM), Igson Monteiro diz que Adail Pinheiro organizou onda de terror

Segundo Igson, o grupo político do ex-prefeito da cidade foi responsável pela verdadeira onda de terror que acometeu ontem Coari, localizada a 363 quilômetros de Manaus 15/01/2015 às 09:32
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Para o político, o estopim do caos desta quarta-feira (14) foi a exoneração de secretários ligados ao ex-prefeito
Lucas Jardim Manaus (AM)

O prefeito cassado de Coari, Igson Monteiro (PMDB), declarou, em entrevista exclusiva ao A CRÍTICA, que o verdadeiro pandemônio instalado no município amazonense nesta quarta-feira (14) foi orquestrado de dentro da cadeia pelo ex-prefeito, Adail Pinheiro. “[O responsável] é um grupo orquestrado com informações de Adail, que mantém contato [com seus aliados] mesmo preso”, declarou.

Segundo Igson, o grupo político de Adail foi responsável tanto pela verdadeira onda de terror que acometeu a cidade, localizada a 363 quilômetros de Manaus quanto pelos ataques à deputada federal Érika Kokay (PT-DF), hostilizada em fevereiro do ano passado quando foi a Coari ouvir depoimentos para compor o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, que investiga, entre outras coisas, o envolvimento do ex-prefeito em uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Acredito nisso porque você vê nas filmagens, por exemplo, o Júlio Sales, que foi secretário de governo do Adail e de quem eu dei as contas. Ele aparece incentivando o pessoal. Além disso, sabemos que o ex-prefeito mandou um advogado para Coari para fazer reuniões nos últimos três dias”, disse o prefeito cassado.

Para ele, o estopim do caos desta quarta foi a exoneração de secretários ligados ao ex-prefeito. “Eu tive que exonerar alguns secretários neste mês, porque eu não posso ser cúmplice com uma situação com a qual eu não concordo”, explicou. No total, o processo de “limpeza” da prefeitura levou à suspensão de contratos tidos comos suspeitos, entre eles, o de aluguel de veículos para o município, e ao desligamento de mais de 1000 funcionários, os quais Igson insiste que não estavam na manifestação.


“O comandante da Polícia Militar [no município] já prendeu várias pessoas que participaram desse ato de vandalismo e verificou que muitas delas eram daqui de Manaus e foram levadas para Coari para fazer esse tipo de coisa, então [...] quem fez isso não foi a população de Coari”, relatou o político.

Acusações falsas

O prefeito cassado é firme ao dizer que os serviços estão funcionando normalmente na cidade e que a acusação de que a folha de pagamento dos funcionários municipais está com seis meses de atraso é inverídica.

“[A folha] não tem meses atrasada. A primeira parcela do 13º do ano passado já foi paga, o salário de todos os efetivos que trabalham na Prefeitura de Coari está em dia, os programas federais, como [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] Fundeb, já estão pagos. O que está faltando são alguns cargos comissionados e a segunda parcela do 13º do ano passado, que esperamos pagar até o dia 20”, explicou.

Providências

Igson adianta algumas das providências que tomará com relação a situação da cidade. “No começo de janeiro, mandei chamar uns auditores, que vieram inclusive de Brasília, pra fazer uma auditoria na prefeitura de Coari. Eles já tinham feito uma auditoria em 2013, quando Adail ainda era prefeito, e nela, eles já constataram coisas como recursos federais tirados da prefeitura pelo Adail, coisas que eu vou ter de denunciar ao Ministério Público do Estado [MPE]. Não posso fazer vista grossa [com relação a isso]”.

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