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Prefeito cassado de Coari (AM), Igson Monteiro, que está de férias, declara: 'A população está triste'

O PMDBista aparentou calma ao declarar que não entendeu os tumultos desta quarta-feira (14) como fruto de real clamor popular 15/01/2015 às 01:41
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Prefeito cassado de Coari (AM), Igson Monteiro
Lucas Jardim e Raphael Lobato Manaus (AM)

CONFIRA AQUI IMAGENS DA REVOLTA EM COARI 

Principal alvo dos violentos atos de manifestação realizados nesta quarta-feira (14) no município de Coari, o prefeito cassado Igson Monteiro (PMDB) aparentou calma ao declarar que não entendeu os tumultos como fruto de real clamor popular.

“Tocaram fogo na minha casa, na casa da minha irmã, na casa dos meus irmãos – um dos quais é presidente da Câmara [Municipal de Coari] –, e ainda saquearam a casa da minha mãe. Dá pra ver que é uma questão política. [...] Quem fez essa manifestação não foi a população de Coari”, relatou.

Ele ainda comentou sobre os ânimos do município, localizado a 363 Kms de Manaus. “A população de Coari está triste, várias pessoas mandaram mensagens de solidariedade, porque Coari é uma cidade em que não existe esse tipo de coisa”, disse Igson.

Apesar dos comentários, nem Igson nem seu irmão, Elisou Monteiro, presidente da Câmara e segundo na linha sucessória, estavam em Coari durante as manifestações. "Eu retorno para Coari na segunda-feira [19], como programado", declarou o prefeito cassado.

Após sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mês passado, Igson tirou 36 dias de férias da prefeitura para tentar reverter a decisão em Brasília. O peemedebista acompanhou a ação dos manifestantes na capital amazonense. Já Elisou está no Rio de Janeiro.

O prefeito cassado teve o pedido de férias aprovado pela base aliada na Câmara. “Ele pediu as férias, não disse muito bem pra onde ia e desapareceu. O presidente da Câmara também não está em Coari. Tudo isso aconteceu sem nenhuma gestão presente”, disse o vereador da oposição, Antônio Denilson (PMN), ex-presidente da Câmara.

Segundo ele, ao longo dos últimos meses, pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na casa foram combatidos pela base de Igson. “Nós tentamos de tudo, sempre pedíamos assinatura para CPIs, mas nunca dava certo, até que a oposição cansou e desistiu de lançar chapa nas últimas eleições da casa. Então eles ganharam”, disse.

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