Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Prefeito de Anamã é liberado após ser ouvido pela Polícia Federal, mas dinheiro ficará apreendido

O prefeito disse em seu depoimento que o dinheiro serviria para pagamento do funcionalismo público municipal. No entanto, não apresentou os comprovantes da transação. Polícia Federal abriu inquérito sobre o caso



1.jpg Prefeito também foi encontrado com vários santinhos
03/10/2014 às 14:14

O prefeito de Anamã, Jecimar Pinheiro Matos (PSD), foi liberado pela Polícia Federal após ser ouvido em depoimento na noite desta quinta-feira (2), na sede do órgão. O Prefeito foi detido durante uma blitz da PF no município de Manacapuru (distante 84 quilômetros da capital) portando quase R$ 70 mil em espécie. Em seu testemunho, o administrador da cidade do interior do Amazonas disse que o montante seria usado no pagamento dos funcionários municipais. 

Com o prefeito foram apreendidos R$ 69.880,00 em notas diversas e dez mil santinhos do candidato ao Governo do Estado José Melo (Pros), divididos em dez lotes de mil cada. Todo o material de campanha, assim como o dinheiro, ficou retido na sede da PF. Jecimar afirmou que o montante que estava em seu poder seria usado no pagamento do funcionalismo público do município de Anamã (localizado a 190 quilômetros de Manaus). 

No entanto, o Prefeito que iria pegar uma balsa com destino a Anamã - cidade vizinha a Manacapuru - não apresentou nenhum comprovante de como conseguiu o dinheiro. A Polícia Federal já fez a instauração de um inquérito e as investigações devem durar uma semana.

Processo longo e moroso

Assim que a Polícia Federal der por encerrado o inquérito, um relatório será enviado à Justiça Eleitoral e o caso será encaminhado para o município de Manacapuru, onde a juíza da Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Patrícia Macedo de Campos, mandará a questão para o Ministério Público (MP), onde a promotoria resolverá se aceita ou não a denúncia.

Após analisar o inquérito e, caso aceite a denúncia de crime eleitoral, a promotoria do MP reencaminhará o inquérito a juíza do TRE que promoverá as diligências necessárias para ouvir as testemunhas da ação. Depois de ouvidos todos os envolvidos no imbróglio, a magistrada julgará a questão, podendo apenar os acusados.

O processo leva em média seis meses para ser concluído e, enquanto isso, o dinheiro apreendido fica no poder do TRE, depositado em uma conta específica do Tribunal. Na maioria das vezes, o montante é devolvido a pessoa com a qual foi apreendido, logo após o término das eleições.


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