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Prefeito de Manaus, Artur Neto escolhe candidato para apoiar na eleição para presidência da CMM

O tucano deverá revelar o nome que irá suceder o atual presidente, Bosco Saraiva (PSDB), até, no máximo, o fim da primeira semana de dezembro 24/11/2014 às 12:18
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O secretário de Governo, Márcio Noronha, foi escalado por Arthur para uma “maratona” de conversas com os candidatos
Raphael Lobato Manaus (AM)

O prefeito Artur Neto (PSDB) decidiu quem vai apoiar na eleição para a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O tucano deverá revelar o nome que irá suceder o atual presidente, Bosco Saraiva (PSDB), até, no máximo, o fim da primeira semana de dezembro. Internamente, pelo menos seis parlamentares protagonizam intensas articulações em torno da disputa.

A decisão de Artur foi tomada há uma semana e comunicada a poucos interlocutores, mas nem mesmo o indicado foi informado ainda. Artur aproveitou sete dias de descanso tirados na semana retrasada para refletir sobre o assunto, a bordo de uma embarcação ancorada no rio Negro. No local, recebeu aliados e comemorou o aniversário, no último dia 15.

Governistas avaliam que a indicação recebeu atenção dobrada do tucano por se tratar também do nome que será o próximo vice-prefeito. O atual ocupante do posto, Hissa Abrahão (PPS), deixará definitivamente o governo para assumir um posto de deputado federal, eleito pelo bloco adversário de Arthur e tendo acumulado uma sequência de desavenças e trocas de acusações públicas com o prefeito.

Antes da decisão, o secretário de governo (Semgov), Márcio Noronha, foi deslocado para uma maratona de encontros com a base aliada, enquanto Artur tinha conversas reservadas com os candidatos. “Tive contato com pelo menos 16 vereadores. Há sempre resistência de todos os lados. O prefeito não quer antecipar a escolha, pelo menos não na próxima semana”, disse Noronha.

Um dos últimos encontros do prefeito com candidatos foi na última segunda-feira, quando jantou com o vereador Mário Frota (PSDB), em uma peixaria da Zona Oeste. Semanas antes, o vereador avisou a bancada governista que Artur havia telefonado e dito que “não queria que ateassem lenha na fogueira agora”, em meio ao avanço das articulações internas.

“Eu levei a ele (Artur) a mensagem de que os colegas acham que está na hora de detonar o processo da presidência. Ele concordou, mas não quis se aprofundar no assunto. O Artur tem o tempo dele”, disse Frota, que falou em nome também do líder do governo na casa, Wilker Barreto (PSH), e do vereador Plínio Valério (PSDB), ambos na disputa.

Wilker Barreto tem enfrentado grande resistência entre os governistas, que o acusam de centralizador. Aliados da campanha do vice-líder do governo, Ednailson Rozenha (PSDB), elegeram o mote “por mais diálogo com a bancada” para desidratar as movimentações de Wilker em torno da disputa. Mais avançado nas negociações, Rozenha comanda uma lista de apoiadores articulada ao longo das últimas semanas.

“Um presidente que tem intenção de ser acima de todos, que queira governar sozinho, não terá apoio”, diz o vereador Hiram Nicolau (PSD), membro da relação com 20 nomes entregada por Rozenha à interlocutores do prefeito. Barreto não nega o desgaste entre os governistas e diz que não se movimentará antes do aval de Artur. “Se eu disser que eu sou uma unanimidade, estaria mentindo. Não vou me antecipar ao prefeito, que é quem decide. Eu mesmo fiz lista nas eleições passadas e não fui escolhido”, afirma.

Relações com assinaturas de apoiadores foram entregues a interlocutores

Para fortalecer o lobby junto ao prefeito Arthur Neto (PSDB), candidatos mobilizaram realções com assinaturas de apoiadores e entregeram a interlocutores do governo. Aliados observam, no entanto, que as listas pesaram pouco na escolha. Os candidatos entregaram relações com nomes que também constavam nas listas dos concorrentes. “Todo mundo tinha apoiadores e listas. Teve vereador que aparecia na relação de mais de três candidatos diferentes. E há reclamações para todos os lados”, disse um interlocutor com bom trânsito na prefeitura.

De saída para ocupar uma vaga no parlamento estadual, Bosco Saraiva se movimenta pela candidatura do atual vice-presidente, Sildomar Abtibol (Pros). A candidatura de Sildomar, no entanto, não é bem recebida pela bancada, que vê no vice-presidente a “continuidade” da gestão de Saraiva.

Oposição

Do bloco de oposição ao prefeito Arthur Neto, O PT oficializará na próxima terça-feira, no plenário da Câmara, a candidatura do vereador Professor Bibiano. O partido deverá abordar um projeto de gestão preparado ao longo das últimas semanas. Regimentalmente, as eleições para a troca da presidência devem acontecer na última sessão do biênio, na segunda quinzena de dezembro.

“Ações são claras”, diz Bosco

Prestes a assumir uma vaga no parlamento estadual após o quarto mandato de vereador, Bosco Saraiva (PSDB) diz que a “transparência e a aproximação com o povo” são os principais legados dos seus dois anos de gestão a frente da casa. O tucano que finalizou o primeiro ano de gestão, em 2013, com déficit de R$ 8,1 milhões nas contas da casa diz que, após “duros reajustes”, deixará o cargo com o saldo “no azul”.

“Durante as manifestações de junho do ano passado, a Câmara atravessou sem turbulência, enquanto as casas legislativas do País inteiro eram apedrejadas. Isso aconteceu por que implantamos a transparência nas nossas ações. Derrubamos o auxílio paletó, por exemplo, e tudo isso nos deu força. Quanto às dívidas, elas foram deixadas pela gestão passada. Mas ajustamos e vamos deixar a casa dentro da lei e próximo presidente terá muito mais capacidade de investimento”, disse.

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