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Prefeitura e Arquidiocese de Manaus executam plano em combate a febre chikungunya

Parceria para a mobilização social alertará os fiéis sobre os sinais e sintomas transmitido pelo mosquito Aedes aegypti 03/03/2015 às 11:18
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A febre chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus transmitida por mosquitos do gênero Aedes
Jornal A Crítica Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Arquidiocese de Manaus estabeleceram uma parceria para a execução de um plano de mobilização social contra a febre chikungunya. O plano consiste em informar a população e garantir o controle da doença que, desde outubro de 2014, já teve seis casos confirmados, porém todos de pessoas provenientes de outros países, a maioria da Venezuela.

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, ressalta que a parceria com a Arquidiocese de Manaus se soma a diversos esforços da Prefeitura de Manaus para combater a febre chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. “O controle da chikungunya, assim como no caso da dengue, só pode ter resultados positivos com a mobilização de toda a sociedade e com ações intersetoriais, incluindo o poder público, as empresas, escolas e igrejas”, destacou.

Hoje acontece uma mobilização na Igreja Nossa Senhora de Aparecida, no Aparecida, Zona Sul, das 8h às 20h, para sensibilizar os fiéis que participam da novena. Durante a ação, profissionais dos Distritos de Saúde Sul, Oeste e Rural realizarão ações educativas apresentando o ciclo evolutivo do mosquito, com jogos educativos e distribuição de folderes informativos. No dia 19 de março também haverá uma grande mobilização no Centro Cultural Povos da Amazônia para marcar o Dia de São José.

A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), Angélica Tavares, explica que a febre chikungunya é uma doença causada por um vírus do gênero Alphavirus transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti e o Aedes albopictus os principais vetores.

“A população deve ficar alerta aos sinais e sintomas, que são parecidos com os da dengue: febre alta de início repentino (acima de 38,5 graus), dores intensas nas articulações e inchaço, dores de cabeça, dores nos músculos, manchas vermelhas na pele. A maior diferença dos casos de dengue é que nos casos de chikungunya o paciente pode continuar com alguns sintomas durante meses ou até anos”, alertou Angélica Tavares.

Desde o início do alerta para a doença no Brasil, a Semsa vem realizando ações para conter a propagação da chikungunya, com a investigação epidemiológica dos casos suspeitos, realizando os bloqueios mecânicos e químicos do mosquito e ações de educação em saúde. O trabalho é reforçado nas áreas da cidade onde há o registro de casos suspeitos, reduzindo as chances de transmissão da doença.

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