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Prefeitura promete oito centros de comércio em Manaus

Eles servirão para acomodar camelôs, que também poderão vir a ser beneficiados com isenções fiscais 11/07/2013 às 10:56
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Camelôs devem ganhar shoppings populares para trabalhar na área central
Cinthia Guimarães Manaus

O prefeito Artur Neto apresentou nesta quarta (10), durante reunião ordinária da Associação Comercial do Amazonas (ACA), dois projetos de leis que prometem organizar a situação dos camelôs do Centro de Manaus. O primeiro cria oito centros de comércio popular espalhados em quatro áreas da cidade; e o segundo vai oferecer isenção de impostos para os trabalhadores que decidirem migrar para os shoppings populares. Os projetos serão encaminhados na próxima semana para votação na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A ideia, executada pela Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro de Manaus (Semex), é criar três os ‘shoppings dos camelôs no Centro, um na avenida Djalma Batista e quatro nas zonas Norte e Leste, que serão construídos pela iniciativa privada. Na parte operacional, a prefeitura vai dar isenção de IPTU e Taxas de Localização e Verificação de Funcionamento Regular aos Centros de Comércio Popular pelo prazo de dez anos. A medida visa estimular a participação da iniciativa privada na implantação de espaços para alocar comerciantes e prestadores de serviços informais.

A retirada dos 2,3 mil camelôs que ocupam as praças e vias do Centro é a missão mais espinhosa da gestão de Artur e mais esperada pelos comerciantes e moradores da cidade. Artur ficou marcado pela retirada à força dos camelôs usando a força policial, quando foi prefeito de Manaus, em 1988.

Mais medidas
O secretário da Semex, Rafael Assayag, disse que as ações prioritárias a serem adotadas para dar cara nova ao Centro são: a retirada dos camelôs, a implantação do sistema de estacionamento rotativo Zona Azul e a revitalização do patrimônio histórico.

Assayag disse que mesmo de forma lenta, a população já consegue ver pequenas mudanças no Centro. “Já conseguimos segurar a vinda de mais camelôs e destravar as obras do Mercado Adolpho Lisboa. O entorno do relógio municipal, na Praça da Matriz, já não é o mesmo, o Centro está mais limpo”, enfatizou.

A Semex trabalha com etapas que serão executadas em 2013, 2014 e até o final da gestão de Artur .“Não podemos ser demagogos que com um toque de mágica o Centro de Manaus vai estar totalmente recuperado até a Copa, visto a forma em que nós o recebemos. Estaremos subestimando inteligência da população e abrindo mão de uma reforma mais ampla. Quem merece o Centro mais limpo seguro não é apenas o turista, mas a população que vive aqui”, ressaltou.

Prioridade: limpeza do Centro

Na avaliação do presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, as medidas mais urgentes para melhoria do Centro devem ser a limpeza das ruas; o ordenamento do tráfego de veículos; a organização dos estacionamentos de veículos através do Zona Azul, que já funciona em outras capitais brasileiros; a desocupação das calçadas. a arborização de ruas e avenidas; a organização da área da Manaus Moderna.

Segundo Bicharra, as reuniões são fundamentais para a alinhar os anseios dos comerciantes com o poder público. Segundo ele, a estruturação do Centro é importante para a melhoria do movimento do comércio, conforto para os consumidores e atração turística. “São projetos de grande magnitute que vão tornar nosso centro um dos mais bonitos do Brasil”, finalizou.

Raimundo Inácio Sena - Presidente do Sindicato dos Camelôs

“O prefeito reuniu com várias pessoas e vai apresentar o projeto para começarmos a discutir alguns detalhes. Queremos ir para locais com fluxo de pessoas. Acreditamos se houver táxi e transporte coletivo nesses locais, possa dar certo. Agora, nós, camelôs, estamos aguardando de que maneira isso será feito. Fala-se em instalar shoppings populares na Esplanada (avenida 7 de Setembro, Centro), Zona Leste (no Balneário do Cia). O certo seria todo mundo no mesmo local, mas o Centro é tombado, não tem espaço. Vamos aguardar, o que não podemos é ficar de fora. Existe muito jogo político no nosso meio e isso atrapalha quem quer fazer um bom trabalho. E quando se fala em pagamento, todo mundo pula fora. Mas tem que ser algo bom para todo mundo. Não adianta cobrarem taxa alta para colocar os camelôs nesses novos espaços se não teremos condição de pagar. Hoje não temos uma despesa fixa, não pagamos impostos, energia”.

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