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Presidente da AADES é cotada para assumir a secretaria extraordinária do governo

Após a exoneração de Michele Garcia, Ana Paula Aguiar aparece entre os principais nomes para assumir o posto. Evandro Melo, irmão do governador, nega ter sido chamado e lembra que já ocupa função no governo 20/05/2015 às 21:24
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Ana Paula, que preside a AADES, já era cogitada para o posto antes mesmo da exoneração de Michele Garcia
Janaína Andrade Manaus (AM)

O nome da presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES), Ana Paula Machado Andrade de Aguiar, pode ser indicado nos próximos dias para o posto de secretária extraordinária que ficou vago após a exoneração de Michele Garcia. Michele foi exonerada na semana passada pelo governador José Melo (Pros), após aparecer em foto, na rede social Instagram, durante viagem a uma praia paradisíaca na Jamaica, em uma semana normal de trabalho.

De acordo com integrantes do governo, o nome da presidente da AADES já estava sendo negociado mesmo antes da exoneração de Michele Garcia, que já vinha desagradando o governador Melo. “O episódio da foto no Instagram foi apenas a gota d’água”, disse um membro do Governo.

Ana Paula é formada em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ocupa o cargo de presidente da AADES desde janeiro de 2011, após ter se licenciado do posto de procuradora de 2ª classe da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

A assessoria de comunicação da AADES declarou que a presidente da pasta ainda não foi informada da decisão do Governo do Estado.

O histórico dos secretários extraordinários de Melo está diretamente ligado às alianças partidárias que compõem o governo do Estado. Além do posto deixado por Michele Garcia, o governador possui outros cinco secretários extraordinários.

EQUIPE

O último cargo foi criado no mês de abril para ser ocupado pelo defensor público Fernado Figueiredo Prestes. Além dele, o time de secretários extraordinários é composto por Francisco Cruz, ex-procurador-geral de Justiça do Amazonas; Amilton Gadelha, ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira e membro da executiva estadual do DEM; Auxiliadora Abrantes Pinto, vice-presidente do PSD (partido do senador Omar Aziz); e Mário Jumbo Aufiero, ex-delegado-geral Adjunto da Polícia Civil.

Melo chegou a brincar, ainda, quando anunciou a reforma administrativa, na sede do governo, que seu “staff” de secretários extraordinários executavam “trabalhos extraordinários”, mas depois resolveu dizer que a razão da existência destes cargos seria para realizar tarefas e viagens quando o governador não pudesse fazê-las.

SEM FUNCIONÁRIOS

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom), os secretários não têm direito a assessores e também não possuem salas individuais.

Dos seis cargos de secretários extraordinários, três foram criados na gestão do ex-governador Amazonino Mendes (PDT). Em 2009, o então governador Eduardo Braga (PMDB) aumentou o número de extraordinários, acrescentando mais um cargo, segundo a Lei Ordinária 3.403/2009 de 7 de julho.

'Não fui convidado', diz Evandro

Além da presidente da AADES, o nome de Evandro Melo (Pros), irmão do governador José Melo, também foi apontado para assumir o cargo de secretário extraordinário. Evandro chefiou a equipe responsável pela reforma administrativa do governo e, desde então, ocupa lugar de destaque no Estado.

Questionado se foi convocado pelo governador para ocupar o posto de secretário extraordinário, Evandro declarou que “não” e que não aceitaria o cargo se fosse convidado. “Já estou contribuindo com o governo no Comitê de Acompanhamento de Gestão, onde ocupo o cargo de coordenador”, afirmou Evandro.

Além dele, outros cinco membros compõem o comitê: Raul Zaidan (Casa Civil); Afonso Lobo (Sefaz); Lígia Abrahim Fraxe Licatti (Sead); Clóvis Smith (procurador-geral do Estado) e o ex-superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Seplancti).

 “O coordenador do Comitê assessora o governador, monitora as metas e indicadores e acompanha a gestão das secretarias  no aspecto orçamentário e financeiro e de cumprimento do Plano de Governo”, disse Evandro Melo, que recebe o mesmo salário que os outros secretários do governo – R$ 17 mil.

Em números

R$ 1,1 milhão

É o valor, ao ano, do custo salarial dos cinco secretários extraordinários do governo do Estado .  O valor é baseado no cálculo do salário mensal de R$ 17 mil destinado ao cargo, multiplicado pelos 12 meses do ano e mais o décimo terceiro salário.

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