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Presidente da ALE-AM deve apresentar resposta aos manifestantes nesta quarta

Os manifestantes pedem que os deputados abram procedimento investigatório e afastem os seis servidores envolvidos na denúncia de suspeita de desvio de R$ 4,9 milhões das obras do edifício-garagem 03/07/2013 às 07:32
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Presidente da ALE-AM, Josué Neto, conversou com manifestantes e pediu 24 horas para responder sobre as reivindicações
kleiton renzo Manaus

Termina nesta quarta-feira (3), às 10h, o prazo de 24 horas pedido pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALE-AM), Josué Neto (PSD), para apresentar aos manifestantes da União dos Movimentos Manaus (UMM) uma resposta se a Casa atende ou não a carta de reivindicações com 18 itens apresentada nesta terça (2) aos deputados estaduais. Os deputados ainda têm 10 dias de trabalho até o recesso a partir dem 12 de julho.

A análise do documento está nas mãos da subprocuradora da Casa, Lena Albuquerque. Esta é a segunda vez que o presidente da ALE-AM pede os serviços da subprocuradoria, em vista do impedimento do procurador-geral Vander Goes no caso. Goes, mais o diretor-geral da Casa, Wander Motta, o deputado Ricardo Nicolau (PSD), e mais quatro servidores efetivos da Assembleia foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM), na suspeita de desvio de R$ 4,9 milhões das obras do edifício-garagem.

A investigação do edifício-gararem é o item 6 da carta de reivindicações do movimento UMM. Os manifestantes pedem que os deputados abram procedimento investigatório e afastem os seis servidores envolvidos na denúncia.

Em conversa nesta terça (2) com o coordenador do UMM, Rodolfo Marinho, o presidente da ALE-AM se comprometeu a entregar nesta quarta (3) respostas às cobranças dos manifestantes. “A procuradora já está fazendo o estudo para termos as respostas amanhã (hoje)”, informou Josué.

Recesso
Sete itens da carta de reivindicações do movimento UMM cobram dos parlamentares que exijam do governador Omar Aziz (PSD), investimento e melhorias na educação, transporte público, saúde, segurança pública, saneamento básico, redução de tributos das mercadorias que entram no Amazonas e mais transparência nos gastos governamentais.

Aos itens “do Executivo” o presidente da Assembleia reconheceu a possibilidade dos deputados emendarem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prevista para votação na próxima quinta-feira (11). “Se estiverem contempladas (as reivindicações) nas emendas, creio que sim. Na próxima semana vamos votar a LDO e tentaremos contemplar os colegas. Historicamente a LDO não aceita emendas, mas hoje vivemos um novo momento”, disse Josué.

Nesta terça (2), Josué também reconheceu a existência de interesses políticos no movimentos que se manifestaram na porta da Assembleia. “Não há como não dizer que não existe intenções políticas nisso. A gente vive numa democracia. As pessoas que estiveram aqui na semana passada (movimento Manaus na Mudança do Brasil) são ligadas ao deputado Luiz Castro. As de hoje, o líder, o Rodolfo, é filiado ao PDT e foi candidato à deputado na última eleição”, disse.

Votação antes do recesso

Apesar de negarem a pressão, os deputados da Assembleia Legislativa (ALE-AM), deverão votar até o final da próxima semana as propostas de emendas constitucionais que acabam com o voto secreto e com o recesso de 15 dias no meio do anos entre os parlamentares.

Os dois processos estavam engavetados há mais de dois anos na Casa e ganharam fôlego com as ondas de manifestações que foram às portas da ALE-AM na última semana. “Não se justifica as férias absurdas de 45 dias. Na Assembleia , nós reduzimos as férias de 90 para 45 dias, e agora queremos reduzir tudo para 30 dias, que é o certo”, disse nesta terça (2) o deputado Berlamino Lins (PMDB), que é relator das duas PECs.

As duas PECs estão na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), sob a presidência do deputado David Almeida (PSD).

Deputados pedem avaliação

Apesar do desentendimento ocorrido entre o deputado Luiz Castro (PPS), que não foi ouvido pelos manifestantes do movimento União do Movimentos Manaus (UMM) na manhã desta terça (2), os poucos deputados presentes ontem na Assembleia Legislativa (ALE-AM), defenderam o movimento e pediram que os itens reivindicados por ele sejam analisados com cuidado.

Da oposição, o deputado Marcelo Ramos (PSB),defendeu a diminuição do orçamento da ALE-AM, mas não concordou em diminuir ou extinguir a Cota para o Exercício Parlamentar (Ceap), o Cotão. “Se eles me disserem de onde eu vou tirar dinheiro para divulgar o mandato, viajar pelo interior ou manter o gabinete, eu abro mão. Eu honro cada centavo que recebo. Parlamentar deve ser bem remunerado se trabalha”, disse Ramos.

Para a deputada Conceição Sampaio (PP), vice-presidente da mesa diretora, o presidente da ALE-AM precisa adiantar com urgência uma reunião com os deputados para discutir as demandas dos manifestantes.

“Esse é um assunto que precisa ser debatido em conjunto. Não podemos ficar sem resposta à população”, disse. Ontem Josué desconversou e não confirmou data que reunirá os deputados. O presidente negou que esteja fugindo da discussão.

Compareceram ontem às atividades da ALE-AM, além do presidente, os deputados Berlamino Lins, Sidney Leite, Vicente Lopes, Sinésio Campos, Abdala Fraxe, Conceição Sampaio, José Ricardo, Luiz Castro, David Almeida, Ricardo Nicolau, Marcelo Ramos e Marcos Rotta.

Para esta quinta (4), os deputados prometem tratar outra pauta extensa com pelo menos 30 projetos para votação.


Josué Neto (PSD) deputado estadual, presidente da ALE-AM

A Casa está dando exemplos. Nós temos a pauta de vocês do voto secreto, por exemplo. Assim como funcionou com o fim do 14º e 15º salários nós estamos esperando uma decisão da Câmara Federal. A partir do momento que passou na CCJ, qualquer dia é dia. Pode ser amanhã, pode ser depois de amanhã, semana que vem ou na volta do recesso, a partir de 1º de agosto. Nós estamos aqui para receber seu documento e a partir do momento que protocolar, eu te entrego todas as explicações de sim, de não ou de estamos aguardando. Sim, é possível fazer isso agora. Não, não é possível pelos motivos tais. Sim, está previsto em fazermos em 30 dias, ou 20 dias ou em 15 dias. Todas as suas reivindicações nós entregaremos da mesma forma que estamos recebendo: protocolado pela Assembleia Legislativa.

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