Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
CPI da Energia

Presidente da Aleam pede rapidez em renovação da CPI da Amazonas Energia, barrada por irregularidades

Cidade chegou a falar em recriar a CPI da Amazonas Energia caso até a próxima semana não haja uma nova decisão



show_show_ALEAM_Div_6B4389D5-85B8-4758-8298-CBB5180933F3.jpg Foto: Arquivo A CRÍTICA
22/09/2021 às 12:03

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado estadual Roberto Cidade (PT) pregou nesta quarta-feira (22), durante sessão plenária, que a Casa cumpra a decisão que barrou a instalação da CPI da Amazonas Energia e crie uma nova comissão sem os vícios apontados pela justiça.

Ele disse que espera uma decisão célere da Justiça. "Acredito que em breve a gente possa retomar os trabalhos da comissão aqui na Casa."

Cidade chegou a falar em recriar a CPI da Amazonas Energia caso até a próxima semana não haja uma nova decisão. "Não terei problema algum em acatar, arquivar e propor outra CPI".

O deputado Wilker Barreto (Podemos) também endossou a saída proposta por Cidade. Segundo ele, a Aleam recorreu pedindo a apreciação do Tribunal Pleno do TJAM ou derrubar a atual comissão e instalar uma nova.

O presidente da Comissão rebateu a proposta e defendeu o fato gerador que provocou a instalação da CPI. "Não teria porquê postergar e de buscar a instalação ainda de uma nova CPI. As arguições estão feitas (…) Agora se for o caso, sou capaz de abrir 15 CPIs, são várias, porque são diversos problemas que essa empresa vem prestando".

No dia 7 de setembro, uma decisão do desembargador Aírton Luís Corrêa Gentil suspendeu a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Assembleia para apurar o fornecimento de energia elétrica.

A decisão foi tomada no sábado, durante o plantão judicial. A CPI teria sua primeira sessão realizada no dia 9. Na análise do pedido feito pela concessionária de energia, o desembargador entendeu que o requerimento da CPI era genérico e não tratava sobre "fato certo e determinado".

Mais cedo, Sinésio mostrou a foto de uma conta com a cobrança das duas tarifas. "Chegou em minhas mãos (a cobrança) do adicional da bandeira vermelha R$ 24,34 e o adicional da bandeira escassez hídrica R$ 41,61, isso aí é uma conta", denunciou.

Desde o início do mês, o governo Bolsonaro permitiu a cobrança da bandeira tarifária de escassez hídrica com custo de R$ 14,20 a cada 100 kWh. A bandeira tarifária vermelha patamar 2, R$ 9,49 por 100 quilowatts/hora, até então a mais cara, foi descontinuada.




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