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Cotidiano
SEM RISCOS

Presidente da Caixa diz que banco não pretende fechar agências

Gilberto Occhi disse que 100 das 3,7 mil agências estão com resultados abaixo do satisfatório, mas ele disse que fechá-las seria a última alternativa 21/11/2016 às 15:04
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Caixa não deve adotar a mesma tática do Banco do Brasil - pelo menos por enquanto
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Brasília (DF)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse hoje (21) não haver, até o momento, a intenção de seguir o exemplo do Banco do Brasil, que anunciou o fechamento de algumas de suas agências. “A Caixa não tem a intenção de fechar agências”, disse Occhi. “Claro que agências com resultados deficitários podem ser revistas”, disse ele após participar da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), mais conhecido como Conselhão.

Segundo ele, das 3,7 mil agências da Caixa, cerca de 100 não tem apresentado resultados satisfatórios. “Mas antes de optarmos pelo fechamento das agências há outras medidas possíveis, como redução do tamanho da agência, transformá-las em postos de atendimento, transferência de local. A última alternativa é o fechamento da unidade”, disse Occhi. Ele acrescentou, no entanto, que o banco estuda a possibilidade de fazer um programa de apoio à aposentadoria.

O Banco do Brasil anunciou que vai fechar agências bancárias, ampliar o atendimento digital, lançar um plano de aposentadoria incentivada e propor redução de jornada de trabalho para parte dos funcionários. Segundo o banco, será preservada a presença do BB nos municípios em que já atua. Serão fechadas 31 superintendências regionais e 402 agências. Outras 379 agências serão transformadas em postos de atendimento bancário. Atualmente, o BB tem 4.972 agências de varejo e 1.781 postos de atendimento. Em outubro, o banco já havia iniciado o encerramento de outras 51 agências

Pouco antes de a reunião do CDES, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse estar otimista com relação à queda dos índices inflacionários, o que possibilitaria redução dos juros no país. "Há condições estruturais de queda de juros, uma vez que a inflação já está sinalizando [chegar a] patamares bem confortáveis”, disse ele.

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