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Presidente do PT-AM critica gestão Artur Neto e minimiza José Melo nas eleições de 2014

Em entrevista ao A CRÍTICA, João Pedro afirma que a prioridade do partido em 2014 é a reeleição da presidente Dilma Rousseff e a duplicação das bancadas da sigla na ALE-AM e na Câmara de Deputados 09/11/2013 às 14:39
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João Pedro fala sobre alianças, projetos e planos políticos para o próximo ano
Rosiene Carvalho e Lúcio Pinheiro Manaus (AM)

Prestes a encerrar o seu mandato de presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), João Pedro afirma que se dedicará a dois projetos em 2014: a reeleição da Presidente da República Dilma Rousseff e sua candidatura a uma vaga de deputado federal.

Na entrevista que concedeu para A CRÍTICA, o presidente do PT diz que não está satisfeito com a atual bancada do Amazonas no Congresso Nacional. Por isso será candidato. O petista também faz críticas à administração tucana em Manaus. “O Artur ainda não enfrentou as questões estruturantes”, disse.

Para João Pedro, o Pros terá papel secundário no projeto nacional do PT de reeleger Dilma Rousseff. Por isso, nem conta com o partido comandado pelo vice-governador José Melo como uma aliança possível para 2014. “Eu acho muito difícil o PT ter relação com o Pros (aqui no Amazonas). O quê que é o Pros?”, indaga o petista. A seguir, trechos da entrevista.

Como o partido se prepara para as eleições de 2014?

Temos uma agenda grande em 2014: a reeleição da presidente Dilma (Rousseff) e a eleição estadual, que tem que fortalecer o projeto para aumentar o número de deputados estaduais. Temos dois deputados estaduais, queremos dobrar isso. Temos o companheiro Praciano como deputado federal, por que não dobrar também? O processo eleitoral de 2014 ainda está indefinido até agora, mas sabemos da importância do PT nele. Primeiro que o partido tem credibilidade, é o partido da presidente Dilma e do presidente Lula. Tem um bom tempo de rádio e televisão, e está organizado no Estado todo.  Não descarto discutirmos composição majoritária.

Como?

O PT pode discutir o (candidato para o) Senado, o candidato a vice-governador. Praticamente não temos uma candidatura para o Governo do Amazonas. Não preparamos uma candidatura. Mas podemos discutir essa composição de vice e para o Senado. Não descarto isso. Podemos fazer um bom debate sobre essa composição. Mas isso vai se dá mesmo na virada do ano e no início de 2014.

E as alianças?

O que o PT tem é uma linha com o PMDB. Na verdade temos uma base grande de 12 partidos. A novidade é a saída do PSB. Esse é um quadro novo. Mas é uma base ampla. Onde não tem nenhuma definição. Acho que para fevereiro ou março (de 2014) o cenário estará mais definitivo.

O Pros é uma possibilidade de aliança?

Não temos nenhuma relação com o Pros. Zero. É um partido novo, com lideranças nacionais falando de apoio à Dilma. Eu acho muito difícil o PT ter relação com o Pros (no Amazonas). O quê que é o Pros? Não vamos brincar de eleições. Se é verdade que não temos candidatura no Estado, é verdade que temos candidatura com a Dilma. Não estamos brincando. Se não temos candidatura do PT para o Estado, vamos colocar o partido para fortalecer o projeto nacional, o principal projeto nosso. O Pros foi articulado agora. Em cima da hora. Temos uma relação com o Omar, com o PSD, com o PMDB. O Pros joga um papel importante, mas secundário.

O PT vai articular a 1ª suplência de Omar Aziz para o Senado?

O PT tem que discutir o quadro majoritário. Vejo a candidatura a vice-governador mais importante que uma suplência. Mas não descarto nem a própria vaga para o Senado. De repente Omar não sai, por que não o PT disputar? Mas se tiver que discutir a suplência, está valendo. Eu fui suplente do Alfredo (Nascimento) e fiquei cinco anos no Senado. Mas temos que olhar a prioridade das prioridades.

Qual a importância do Amazonino Mendes no processo eleitoral de 2014?

O PT nunca teve uma história de relação com o Amazonino.

O PT comandou duas secretarias na gestão dele na Prefeitura de Manaus?

Algumas pessoas apareceram na gestão. Mas a relação é diferente com o PMDB, de relação política. Com o Amazonino nunca houve. Como ele virou prefeito, ele se aproximou do presidente Lula porque foi para o PTB. Mas começou a ter mais relação com Brasília do que conosco. E parece que ele nunca teve interesse em ter relação com as lideranças do PT aqui no Estado. Mas ele compõe a base. É do PDT. Tem influência no Estado. Penso que ele agrega. Tem força. Mas é um político conservador. Na minha opinião, ele é ultrapassado como gestor. Como prefeito fez uma gestão medíocre. Agora dizer que morreu e não tem voto, não. Ele nem morreu e nem deixou de ter voto.

E a gestão de Artur Neto?

O Artur é prefeito após uma gestão desastrosa, que nada fez. O Artur está jogando asfalto nas ruas do Centro e ganha repercussão por conta disso. Para mim é muito pouco, por conta dos recursos que a cidade tem e da geopolítica que joga a capital. Para mim ele está concluindo um ano e faz muito pouco. Principalmente pelo Centro. Manaus continua sem água. Então, as questões estruturantes o Artur ainda não enfrentou. Agora ele consegue ser melhor que o Amazonino? Consegue. Porque não poderia ser pior.

O senhor será candidato?

Coloco-me na condição de pré-candidato a deputado federal. Estou muito determinado para isso. Nós precisamos ter mais uma vaga do PT. Mas isso não é fácil porque a eleição está muito marcada pelo poder econômico. Eu pretendo disputar a eleição mostrando a minha vida pública. Quero ganhar um tênis do Papai Noel nesse ano e percorrer todo o Amazonas.

O Praciano tem interesse em disputar o Senado. O que o senhor acha?

Ele tem potencial. É um nome já testado. Tem condição de disputar. Vamos conversar com ele. Ele está disponível. Mas no PT tem que discutir todo mundo. Todas as correntes e lideranças. Com o Praciano candidato ao Senado ou não, eu sou candidato.

O senhor está satisfeito com a representação do Amazonas no Congresso?

Claro que não. Vou para a disputa. A sociedade tem que avaliar. Nós temos uma representação no Congresso Nacional? É isso mesmo? O Amazonas, agora em 2012, ficou mais de 100 dias sem um deputado federal. Houve uma vacância e ficamos mais de 100 dias. Um absurdo. Uma vergonha. Quem assumiria ficou dizendo que não queria. O Estado fica sem representação e a luta lá é muito desigual.

Como o senhor avalia o movimento do PSD e do Pros de isolar o PMDB no Amazonas?

Tem um movimento muito rasteiro, baixo nisso. O PT não tem que entrar nisso. Temos que buscar o melhor na política. Eu não entro nesse tipo de articulação. Esse tipo de movimentação é pequena, sacana.

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