Publicidade
Cotidiano
guerra de facções

Presídio no Rio Grande do Norte tinha membros da FDN e do PCC, diz secretário

Segundo secretário de Justiça potiguar, facções estavam crescendo no sistema prisional do Estado e as gangues locais tentam impedir o avanço, gerando guerra e mortes 15/01/2017 às 14:53
Show riogrande
Até o início da tarde, dez mortes no Rio Grande do Norte estavam confirmadas, segundo as autoridades (Foto: Divulgação/Assecom RN)
Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Brasília (DF)

O secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte afirmou que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde ocorreu uma rebelião neste sábado que terminou com pelo menos dez mortos, possui detentos ligados às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Família do Norte (FDN).

A rivalidade entre as duas facções, uma com origem em São Paulo e outra criada em Manaus, foi apontada pelas autoridades de segurança do Amazonas como a razão para as 56 mortes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no último dia 1º.

De acordo com o secretário potiguar, as rebeliões e as chacinas de presos registradas no Amazonas e em Roraima nos primeiros dias do ano “estimularam” os detentos do Rio Grande do Norte. “Como em qualquer outro canto do país, no Rio Grande do Norte há uma briga entre facções criminosas. Há uma organização de nível nacional que está tentando dominar o Brasil. E há as facções locais que tentam impedir esse crescimento", comentou Virgolino.

O número exato de mortos e feridos ainda está sendo averiguado. Em coletiva de imprensa concedida esta manhã, em Natal, Virgolino confirmou a morte de pelo menos dez detentos, mas não descartou a hipótese deste número ser maior. Apesar das mortes e dos danos materiais à penitenciária, o secretário da Justiça e da Cidadania classificou a operação de retomada do controle da unidade como um sucesso.

Publicidade
Publicidade