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Preso em cela separada, estuprador de mais de 60 jovens diz que está arrependido

Renato Fragata, preso em dezembro de 2014 em Iranduba, nega ser bruxo e diz que pretende construir uma família para viver uma vida normal 23/02/2015 às 11:22
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Renato Fragata afirma que todos os casos de estupros foram cometidos com o consentimento das vítimas
Mara Magalhães Manaus (AM)

“Estou arrependido de tudo que fiz. Se pudesse voltar atrás não faria nada. Quando eu sair da cadeia quero constituir uma família e viver uma vida normal”. Essas são as palavras de Renato Fragata, 30, acusado de ter estuprado 68 adolescentes nos municípios de Iranduba e Parintins, com rituais de magia negra. Na cadeira, ele falou com exclusividade para A CRÍTICA. Preso na carceragem da delegacia de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus), ele aguarda julgamento.

Renato revelou que sofreu uma rejeição de um familiar durante a adolescência, mas preferiu não falar sobre o assunto. Ele negou ser bruxo e disse que não fez nada sem o consentimento das vítimas.

Ao mesmo tempo que se diz arrependido, o suspeito sorri quando perguntado sobre as meninas entre 13 e 16 anos que se envolveu. Durante a entrevista, Renato disse que acabou com a própria vida, mas que vai mudar. Ele ainda lembrou da mãe e disse que pensou que ela não fosse visitá-lo na prisão. “Eu e minha mãe nunca tivemos um bom relacionamento. Saí de casa cedo, não tinha muito contato com a minha família. Quando fui preso imaginei que ninguém vinha me visitar. Fiquei surpreso quando a vi entrando, me sinto mais tranquilo”, revelou.

De acordo com o delegado titular de Iranduba, Paulo Mavignier, Renato não apresenta nenhum comportamento estranho “Ele é tranquilo, não tem um comportamento explosivo. Está em cela separada, não podemos pôr ele na mesma junto com os demais detentos porque correria risco de vida por ser um estuprador. Ele nega tudo sobre os rituais de magia negra e que praticava o ato sexual no cemitério, mas todas as vitimas confirmam esse fato. Foi solicitado a transferência dele para um presídio de Manaus” relatou o delegado.

Renato sabe que corre risco de morte. “Fiquei com medo nos primeiros dias, pensei que ia ficar junto com outros presos, tive medo de morrer. Ocupo o tempo lendo a bíblia e fazendo trabalhos artesanais”, disse.

Renato tenta se defender das acusações. “Nunca fui bruxo, não fazia trabalhos de magia negra, criei isso tudo para poder me aproximar das meninas. Me aproximava de meninas entre 13 a 16 por que nessa idade todas querem ter experiências novas”, finalizou.

Mais de 50 estupros em Parintins e 12 em Iranduba

A série de crimes de Renato Fragata iniciou no ano de 2013 em Parintins. Lá, segundo a polícia, o suspeito teria estuprado mais de 50 garotas. Após responder por cinco inquéritos e ser solto, ele teria voltado a agir em Iranduba há três meses, onde cometeu mais 12 delitos e é investigado por mais seis. No dia 4 de dezembro de 2014 Renato foi preso em Parintins. Segundo o delegado Paulo Mavignier, o suspeito ainda possuía um grupo fechado em uma rede social onde publicava fotos dos rituais.

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