Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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LIVRES

Mouhamad Mustafa e advogada investigada na Maus Caminhos são soltos

Neste momento Mouhamad está sendo levado para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, onde irá colocar uma tornozeleira eletrônica


30/08/2017 às 15:15

Apontado como chefe de uma organização criminosa que desviou R$ 110 milhões da Saúde do Amazonas, o médico e empresário Mouhamad Mustafa, preso durante a Operação Maus Caminhos, acaba de ser posto em liberdade. A informação é da advogada de defesa Simone Guerra. Segundo ela, neste momento Mouhamad está sendo levado para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde irá colocar uma tornozeleira eletrônica.

Considerada o braço direito de Mouhamad Mustafa, a advogada Priscila Marcolino Coutinho, que também foi presa durante a operação, foi solta às 12h30. Ela também passou pela Seap e já está usando tornozeleira, segundo a advogada da dupla.

Mouhamad e Priscila obtiveram a liberdade após conseguirem no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma redução de pelo menos 90% no valor da fiança para responderem em liberdade. Mouahmad estava preso na carceragem do Comando de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Amazonas, em Manaus. Priscila estava presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

O alvará de soltura foi dado pela titular da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal, Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, que é a relatora do processo oriundo da Maus Caminhos.

Agora, Mouhamad e Priscila podem, caso queiram voltar a trabalhar como médico e advogada, respectivamente. “Eles precisam cumprir o recolhimento noturno de 18h às 6h. E não podem sair do país, pois o passaporte deles foi entregue a Justiça. Mas se quiserem viajar para outros estados brasileiros, podem com autorização judicial”, explicou a advogada.

Os dois réus estão também proibidos de manter contato com outros investigados.

Entenda o caso

O médico e empresário Mouhamad Moustafa e a advogada Priscila Marcolino Coutinho são acusados de participar de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 100 milhões da Saúde no Amazonas, desmantelado em setembro do ano passado pela operação Maus Caminhos.

Até então, o valor da fiança deles havia sido definido em 500 salários mínimos para Mouhamad (R$ 468.500) e 300 salários mínimos para Priscila (R$ 281.100), dentro do habeas corpus já concedido aos dois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.

Entretanto, como todos os bens de Mouhamad e de Priscila estão bloqueados pela Justiça desde a deflagração da operação, os dois não tinham dinheiro suficiente para pagar os valores, o que fez com que o advogado deles, Ravik Bello Ribeiro, recorresse ao STJ para tentar reduzi-los. E ele conseguiu.

Na última quinta-feira (24), o ministro do STJ Nefi Cordeiro baixou para 30 salários mínimos os valores das fianças de cada um, o equivalente a R$ 28.110 – menos 94% do valor original da fiança de Mouhamad, ou menos R$ 440.390; e menos 90% da fiança original de Prisicila, menos R$ 252.990.

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