Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
Segurança máxima

Presos por suspeita de terrorismo no Brasil vão para presídio de segurança máxima

Os dez homens, “fiéis” ao Estado Islâmico, foram transferidos nesta madrugada para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul



Valter_Campanato.jpg Eles são suspeitos de preparar atos terroristas para as Olimpíadas Rio 2016 (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
22/07/2016 às 10:14

A Polícia Federal (PF) anunciou na manhã de hoje (22) que os dez presos na Operação Hashtag, suspeitos de preparar atos terroristas para as Olimpíadas Rio 2016, foram transferidos nesta madrugada para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Eles foram presos ontem (21) em dez estados diferentes.

Entre eles está um preso em Manaus: Ali Oziris Lundi, que se converteu ao islã recentemente e trabalhava no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), órgão da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Todos os presos deverão responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016, conhecida como Lei Antiterrorismo.



A lei diz, no Artigo 2º, que “terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.

De acordo com a lei, atos de terror são: “usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa”. Segundo a legislação, caso o acusado seja condenado, ele está sujeito a uma pena de 12 anos a 30 anos de prisão, “além das sanções correspondentes à ameaça ou à violência”.

As investigações da Operação Hashtag, de acordo com a PF, começaram em abril com o acompanhamento de redes sociais pela Divisão Antiterrorismo. Os suspeitos presos participavam de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia e planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até mesmo no exterior.

Os mandados judiciais que autorizaram a prisão dos dez suspeitos foram expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba. As prisões e mandados de busca e apreensão e de conduções coercitivas foram cumpridos nos estados do Amazonas, Ceará, da Paraíba, de Goiás, Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul.


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