Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021
Exploração espacial

Primeira missão da Nasa para os asteroides troianos decolou hoje

Viagem de 12 anos buscará elementos para entender melhor a formação do nosso sistema solar



NASA_E4CC3711-AF81-4FA9-93AE-88A40D6F0732.JPG Foto: Bill INGALLS/NASA/AFP
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16/10/2021 às 09:48

Lucy, a primeira missão da Nasa para os asteroides troianos na órbita de Júpiter, decolou neste sábado (16) na Flórida, para uma viagem de 12 anos que buscará permitir entender melhor a formação do nosso sistema solar.

O foguete Atlas V, encarregado de impulsionar a nave, partiu às 09h34 GMT (06h34 no horário de Brasília) de Cabo Canaveral.



É a primeira nave de energia solar a se aventurar tão longe do Sol. Observará mais asteroides que qualquer outra nave anterior: oito no total.

Cada um desses asteroides deve "oferecer uma parte da história do nosso sistema solar, da nossa história", declarou em coletiva de imprensa Thomas Zurbuchen, diretor da divisão de ciência da agência espacial americana.

Lucy sobrevoará primeiro, por volta de 2025, um asteroide da cintura principal, situado entre Marte e Júpiter, antes de visitar sete asteroides troianos, os dois últimos em 2033.

O mais largo mede cerca de 95 quilômetros de diâmetro.

A nave se aproximará dos objetivos a uma distância de entre 400 e 950 quilômetros, de acordo com seu tamanho, a cerca de 24.000 km/h.

Cerca de 7.000 asteroides troianos são conhecidos. São "muito diferentes uns dos outros", explicou Hal Levison, pesquisador principal da missão, "alguns são cinza, outros vermelhos".

A missão foi chamada de Lucy em referência ao fóssil de australopiteco descoberto na Etiópia em 1974, que ajudou a esclarecer a origem da humanidade. A Nasa pretende agora esclarecer a evolução do sistema solar.

A nave carregará um diamante que medirá a luz infravermelha, o que lhe permitirá determinar a temperatura na superfície dos asteroides.

"Ao comparar essas medidas de noite e de dia, podemos determinar se a superfície é feita de blocos de rocha, ou de poeira fina e areia", explicou Phil Christensen, responsável pelo instrumento científico chamado L'TES, que contém o diamante. A rocha esfria menos rápido que a areia à noite.

O custo da missão é de cerca de 981 milhões de dólares.

 


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