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Primeira morte causada por H1N1 no Amazonas em 2013 é confirmada

A vítima é um comerciante de Eirunepé que apresentou sinais como dificuldades para respirar e sintomas gripais. Segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), o homem não apresentava histórico de vacinação contra a doença 04/09/2013 às 19:07
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Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) mantém contato diário com hospital de Eirunepé para inspecionar possíveis casos
OSWALDO NETO Manaus (AM)

A suspeita envolvendo o motivo da morte do comerciante Márcio Silva de Souza, 35, que poderia ter sido ocasionada pela Influenza A (tipo H1N1), foi confirmada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). A vítima deu entrada no Hospital Vinícius Conrado, no município de Eirunepé, localizado a 1.160 quilômetros de Manaus, no dia 27 (terça-feira) e faleceu no último sábado (01).

Em 2013, no Amazonas, este foi o primeiro registro de óbito pela doença - que teve um surto mundial em 2009, ganhando notoriedade como "gripe suína", e que de acordo com a Organização Mundial de Saúde teria resultado na morte de 18 mil pessoas ao redor do globo em apenas um ano.

Segundo o diretor-presidente da FVS, doutor Bernardino Albuquerque, o paciente pode ter contraído a doença durante uma viagem ao município de Feijó, no Acre, até Eirunepé, no Amazonas. O diretor ainda informou que o paciente não tinha histórico de vacinação preventiva contra a doença e, por isso, chegou ao hospital apresentando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), além de outros indícios gripais.

Conforme informações repassadas por Albuquerque, o homem exercia a profissão de "regatão" e, após ser internado em Eirunepé, iniciou o procedimento de medicação antiviral juntamente com a esposa, porém não resistiu à gravidade dos sintomas e entrou em óbito. O corpo foi levado para Rio Branco, no Acre, acompanhado da mulher, para ser velado.

Monitoramento de pessoas próximas

De acordo com o diretor, a esposa da vítima também apresentou sintomas da doença. No entanto, os sinais de gravidade apareceram em menor escala. A mulher, que não teve o nome divulgado, também não apresentava histórico de vacinação contra a doença.

O irmão da vítima e outras pessoas que tiveram contato com o comerciante estão sendo monitorados por médicos da FVS. Na sintomatologia do irmão, até o momento, não foram apresentados indícios de infecção da doença pelo fato dele ter se vacinado contra a enfermidade este ano.

O diretor também informou que nenhum caso novo surgiu no município desde a morte do comerciante. Para manter este controle, a Fundação está entrando em contato diariamente com o posto de saúde de Eirunepé para inspecionar possíveis casos e o município recebeu um reforço em medicamentos antivirais.  

H1N1 na capital

De acordo com a FVS, foram confirmados três casos de Influenza A em indivíduos que moram na capital apenas neste ano, porém sem nenhuma morte registrada. Segundo a doutora Graça Alecrim, da Fundação de Medicina Tropical, os casos mais graves são encaminhados para hospitais de referência, porém, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) também oferecem estrutura como UTIs e medicamentos que curam a doença.

A doutora também esclareceu que no período mais chuvoso os casos costumam ser mais frequentes. Isso acontece pelo fato da população preferir se instalar em ambientes mais fechados, como shoppings e cinemas, onde a infecção pode ser proliferada mais rapidamente.

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