Sábado, 24 de Agosto de 2019
Notícias

Primeira noite do Grupo Especial tem disputa entre o samba e o rock e muita rivalidade tijucana

Uma disputa entre duas escolas tijucana para animar o maior Show da Terra. Uma estreia com pé direito da escola da Baixada, que desfilou com samba no pé e olhos puxados.



1.gif A luxuosa alegoria da Unidos da Tijuca
12/02/2013 às 14:41

Uma disputa entre duas escolas tijucana para animar o maior Show da Terra. Uma estreia com pé direito da escola da Baixada, que desfilou com samba no pé e olhos puxados. A poesia e a Bossa da homenagem à Vinícius de Moraes. Mas, o que chamou a atenção dos foliões ligados na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnava Carioca foi o rock, quer dizer, o samba-rock defendido pela Mocidade Independente de Padre Miguel e o resgate das raízes da Majestade do Samba e a história do bairro de Madureira, na Zona Norte, contada pela Portela, que encerrou a noite.


Abrindo os trabalhos, a Inocentes de Belford Roxo contou os 50 anos da imigração sul coreana no Brasil. A escola que desfilou pela primeira vez no Grupo Especial, fez bonito com criatividade e muito luxo. "É para ficar. Quem apostou na gente precisa ver um espetáculo grandioso como todas sempre mostram aqui", define Wagner Gonçalves, carnavalesco da agremiação.


O Salgueiro falou da Fama e dos ilustres famosos da própria escola. Um time de celebridades invadiu a pista para desfilar pela vermelho e branco da Tijuca que estava simplesmente "nem melhor, nem pior: apenas Salgueiro!", nas palavras do intérprete Quinho. "Espero um ano inteiro para estar aqui e e não viemos pra brincar. Transformar o assédio que sofremos e contar esse universo da fama é muito bom e gratificante", ressalta Viviane Araújo, rainha de bateria da escola.

Em seguida um raio cruzou o Borel e inspirou Paulo Barros para o Carnaval da Unidos da Tijuca, que contou detalhes da Alemanha encantada. o deus Thor e seu martelo flutuante ganhou o público na comissão de frente, além de Juliana Alves, que reinou absoluta como Rainha da Bateria. "Eu estou pura emoção. Retornar a minha escola e em grande estilo mexeu comigo. E eu espero mexer com a emoção do público também", revelou antes de entrar na Avenida. 


Já a Ilha do Governador levou pela primeira vez o cantor e compositor Toquinho para a Marquês de Sapucaí, para homenagear Vinícius de Moraes. "Vi falar do meu irmão e estou muito feliz com isso", definiu. Emocionado, o carnavalesco Alex de Souza acompanhou a escola da concentração, tomando conta de cada detalhe.

A poesia deu lugar ao rock e a Mocidade levou guitarras para a Marquês de Sapucaí. Uma delas empunhada por Evandro Mesquita na bateria da verde e branco de padre Miguel. "Eu estou muito feliz om isso. Só a mocidade mesmo para fazer uma homenagem dessas ao Rock", disse. 


Fechando a primeira noite de desfiles, a Portela pediu licença e aos orixás, abriu a roda e levantou poeira e o público que aguardou até o final para ver a águia azul e branca de Madureira. O destaque da escola foi a ala do Zé Pilintra, mesma fantasia da bateria. Patrícia Nery, a rainha, parecia conectada com os deuses e transformou sua passagem pelo Sambódromo em algo grandioso. Grande homenageado da noite, Paulinho da Viola disse que, após o rock da Mocidade o samba reinou em seu templo. "Mas quero dizer que gosto de rock também", ressaltou.

Nesta segunda-feira teve mais. São Clemente, Mangueira, Beija-Flor, Grande Rio, Imperatriz e Vila Isabel agitaram o público.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.