Sábado, 18 de Maio de 2019
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Primeiro Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos é inaugurado em Manaus

O centro recebeu o nome de um dos maiores líderes do movimento gay no Brasil - Adamor Guedes, exemplo de perseverança, morto em 2005



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Em seu discurso, José Melo defendeu que as minorias, segregadas historicamente no Brasil, precisam ter “um braço amigo”
11/01/2016 às 20:59

O primeiro Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos de Manaus, inaugurado nesta segunda-feira (11), recebeu o nome de um dos maiores líderes do movimento gay no Brasil - Adamor Guedes, exemplo de perseverança, morto em 2005.

Para o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, a inauguração do Centro é um primeiro passo na luta e defesa dos direitos humanos das minorias.

“A inauguração deste Centro é um avanço, é o preenchimento de uma lacuna que o Estado tinha de acenar para o atendimento das minorias, fazer com que as pessoas tenham acesso a serviços sociais básicos, encaminhamento, direcionamento, pois hoje em dia muita gente não sabe para onde vai, não sabe a quem recorrer, então, um Centro Referencial em Direitos Humanos preenche essa lacuna. É uma grande benção para todos nós, e o governador deu um grande passo”, afirmou.

Em seu discurso, José Melo defendeu que as minorias, segregadas historicamente no Brasil, precisam ter “um braço amigo”. “Esse Centro, além de ser uma referência em inclusão social, é o reconhecimento da luta pela igualdade entre os homens travada pelo Adamor Guedes. E quero lembrar que a bíblia diz que as escolhas de cada pessoas são direitos sagrados. Se você faz a sua escolha, o seu próximo também tem o direito de fazer a dele, e não cabe a você criticar, pois o que importa é a convivência pacífica”, disse Melo.

Funcionamento

Coordenado pela Sejusc, o Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos “Adamor Guedes” começa a funcionar na rua Major Gabriel, nº 1.192, no bairro Praça 14, zona Sul de Manaus, com atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. 

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), no local serão realizados atendimentos ao público-alvo, dentre os quais crianças e adolescentes, idosos, LGBT, população negra, pessoas em situação de rua e com deficiência, vítimas de intolerância religiosa, de preconceito racial, indígenas, mulheres vítimas de violência, egressos do sistema prisional, profissionais do sexo, refugiados e vítimas de exploração sexual e tráfico de pessoas.


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