Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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DISCUSSÃO

Centrais sindicais não comparecem em audiência para discutir Reforma Trabalhista

A grande maioria das centrais sindicais do Amazonas não participou do encontro na ALE-AM para discutir a reforma trabalhista


11/04/2017 às 10:32

Principais afetados pela proposta de reforma trabalhista em andamento no Congresso Nacional, a classe trabalhadora, por meio de suas entidades de representação, deu pouca importância, a audiência pública para discutir o assunto realizada na Assembleia do Estado do Amazonas (ALE-AM). 

O propositor da audiência, deputado Dermilson Chagas (PEN), reduzida participação de  trabalhadores no evento. “É triste, porque foi convidado o maior número de sindicatos possível. Nós procuramos convidar todos que eram de interesse, mas a preocupação foi muito pouca de vir por outros afazeres ou por falta de interesse mesmo”, disse o parlamentar.

Presente nas duas audiências sobre reforma, tanto da previdência quanto trabalhista, o deputado José Ricardo Wendling (PT) enfatiza que a população não tem conhecimento a fundo dessas propostas. “A sociedade de maneira geral ainda não sabe o conteúdo detalhado das propostas da reforma trabalhista e eu vejo que o sindicato dos trabalhadores precisa participar mais dos debates, que é a parte interessada. Existem propostas para acabar com o imposto sindical”, afirmou.

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Para o deputado estadual Luiz Castro (Rede), a mobilização em torno da reforma da Previdência fez com que o Congresso aprovasse a mudança na terceirização. Castro ressalta que reformas trabalhistas precisam levar em consideração a saúde do trabalhador. “Se aquele tipo de reforma representar única e exclusivamente um estímulo econômico, mas colocar em risco a saúde mental ou a saúde físicas, ou ambas da classe trabalhadora, ela não é positiva, ela não é civilizatória”, destacou.

José Caldeira, membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), participou da audiência e assegura que as reformas serão aprovadas dentro do contexto político que o País se encontra. “É inevitável a aprovação de todas essas reformas que estão sendo feitas porque o governo tem tudo para aprovar o que bem quiser, porque ele tem a maioria do Congresso. Os movimentos sociais estão um pouco intimidados diante de tudo isso que está acontecendo”, contou.

GREVE

No próximo dia 28, está prevista uma greve geral nacional contra as reformas que estão sendo impostas pelo governo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Amazonas (Sinteam) e o diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marcus Libório, afirmou que a greve serve para mobilizar e sensibilizar a sociedade sobre as questões acerca das reformas. “Essas pseudorreformas não estão sendo feitas para melhorar a condição de vida do trabalhador, da trabalhadora, não para melhorar os nossos direitos sociais, pelo contrário, estão sendo feitas à toque de caixa para tirar direitos”, disse.

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