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Prioridade é o combate ao tráfico de drogas no Amazonas

O comércio ilegal de drogas  é apontado como o principal desafio do sistema de segurança pública do Estado do AM 23/11/2013 às 20:30
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A Polícia Civil desmontou um laboratório de refino de entorpecentes e prendeu dois suspeitos de envolvimento no tráfico de drogas na Zona Norte de Manaus
Luciano Falbo Manaus (AM)

O tráfico de drogas figura como o principal crime a ser combatido no Estado. Segundo as autoridades, o crime está diretamente relacionado com o aumento no caso de homicídios e roubos, por exemplo. A constatação é de que a maioria dos crimes tem a ver com o comércio ilegal ou dependência dos entorpecentes.  

Para o secretário Paulo Roberto Vital, essa é uma questão que merece esforços integrados entre os governos, uma vez que a questão passa pela entrada dos entorpecentes pelas fronteiras internacionais e pela distribuição por todo País. “Não cabe simplesmente às polícias estaduais o combate ao tráfico doméstico”, disse. 

Nessa direção, ele apresenta a Estratégia Estadual de Segurança Pública Integrada para a Região de Fronteira e Divisas do Amazonas (Esfron) como a ação da SSP-AM que pretende colaborar com programa semelhante do Governo Federal, além dos programas de prevenção e sensibilização para evitar o contato com o entorpecente desde cedo. Para esse programa serão disponibilizados R$ 10 milhões. 

Ao mostrar a capa de uma revista semanal que trata da discussão da legalização da maconha, Vital declarou: “O poder perdeu a capacidade de combater o tráfico e agora estão buscando a legalização. É essa a leitura que se faz”, disse.

Vital explica que a prática do crime afeta principalmente os jovens e que eles são usados como peça de fácil substituição. “Quando cai um tem outros 500 para substituir”, disse.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da ALE-AM, Cabo Maciel (PR), também aponta que a partir do tráfico de drogas surgem outros crimes. “Não falta só estrutura da polícia para combater isso. O Ministério Público e o Judiciário também precisam estar mais presente. Cada vez mais, as drogas estão chegando em todos os lugares, inclusive nas comunidades ribeirinhas e isso desestrutura tudo”, disse.

Já Marcelo Ramos (PSB), também membro da comissão, afirma que o tráfico está enraizado e infiltrado na “alta-sociedade”. “Enquanto não prenderem um traficante verdadeiramente grande, as coisas não vão ser levadas a sério. Os verdadeiros chefes da droga estão escondidos sobre o manto de coisas legais”, disse.

Opinião

 “A droga é o maior problema porque acaba alimentando outros crimes, à exceção daqueles de caráter passional. Hoje, o tráfico é responsável pela movimentação de muito dinheiro. Também existe toda uma rede de proteção em cima disso. No Amazonas, não vivemos situações de outros Estados que perderam o controle e se criou um poder paralelo, como no caso do Rio de Janeiro. Lá, há uma preocupação do Estado, e ele usa esse termo, de retomar as comunidades, onde o Estado nem sequer entrava. Aqui, vemos o combate e não notamos quadrilhas com grandes forças ou locais onde o Estado não se possa fazer presente. No Amazonas, pode ser que existam quadrilhas com outras especialidades, como o roubo a banco,  mas o que percebemos é que o  comércio  ilegal das drogas é hoje o que mais tem movimentado as ações criminosas”, disse Reinaldo Nery, Presidente  da Amazonense do Ministério Público.


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