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Prisão federal no PR para onde traficante João Branco foi transferido é quase uma 'Alcatraz'

Acostumado a exercer o comando das cadeias por onde ficava preso, o criminoso agora vai ter que se contentar em ficar, sem capangas, em uma cela de 7 m² 02/03/2016 às 13:17
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“João Branco” durante a transferência dele para Catanduvas
Joana Queiroz ---

O narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, vai ter que se acostumar com a nova rotina que vai levar no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde deu entrada no final da manhã desta terça-feira (1º).

Acostumado a exercer o comando das cadeias por onde ficava preso, além de circular pelos corredores sem as algemas e sempre acompanhado por seus soldados, prontos para cumprirem suas ordens, a partir de agora ele vai passar a maior parte do tempo sozinho.

A nova morada do narcotraficante a partir de agora é apenas uma cela de 7 metros quadrados contendo cama, mesa, banco, um lavatório e um vaso sanitário, tudo feito de concreto.

Presídio é de segurança máxima

Muito diferente da cela que ocupava no sistema semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no km 8 da BR-174, antes de fugir em março de 2014, que tinha o piso revestido de cerâmica. Paredes na massa corrida e pintada na cor preferida do “morador”.

Na cela do traficante, onde ele dificilmente passava a noite, João Branco mantinha uma taberna onde vendia estivas em geral e lanches – salgadinhos, sanduíches e refrigerantes.

O local foi destruída dor determinação do atual secretário da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio. Ao invés das roupas de marca, que costumava usar, João Branco vai ser obrigado a usar o uniforme padrão do presídio.

Ele estava preso no xadrez da Polícia Federal desde a última sexta-feira (26), depois de ter sido preso pela Polícia Federal em Pacaraima, em Roraima. Na segunda-feira passada, por volta das 23h30, ele foi levado para o Aeroporto Internacional de Manaus Eduardo Gomes e à 1h30 embarcou em um voo comercial da TAM com destino a Curitiba-PR. 

O narcotraficante desembarcou no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, em Curitiba, por volta das 11h, onde já havia um forte esquema de segurança da Polícia Federal montado para levá-lo com segurança para a penitenciária federal de Catanduva, distante a 471 km da capital. João Branco não levou bagagem, apenas a roupa que vestia, uma calça jeans e uma camiseta branca. Ele manteve-se em silêncio a viagem toda.

Sem regalias

Ficar custodiado em um presídio federal era uma dos medos de João Branco. Ele revelou que temia ser mandando para o presídio federal devido ao regime no qual será submetido, sem nenhuma regalia.

No presídio federal ele ficará no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde estará isolado em uma cela e só terá o direito de receber visitas sem contato físico de advogados, mãe, esposa e filhos. Diferente das regalias que tinha em Manaus, quando estava preso, com celas de luxo, comércio e mordomias.

O traficante também revelou que tinha medo de ficar preso em Manaus e ser morto por seus inimigos, e pelos seus concorrentes. Até mesmo pelos integrantes da FDN para ficarem com o comando do tráfico na área dominada por ele. Ele sabe que tem muitos inimigos.

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