Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
Carga pesada

Prisões e apreensões batem recorde nas fronteiras brasileiras

Cerca de 34 toneladas de cocaína e 589 armas de fogo foram apreendidas até outubro deste ano. Os dados são da Receita Federal e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI)



DTsv8dPX4AEqDbT_D7973AE7-8B1B-4682-AB96-E16D19C15872.jpg Foto: Divulgação
05/11/2019 às 10:12

O Programa de Proteção Integrada das Fronteiras, criado em 2016, aprendeu neste ano 34 toneladas de cocaína e 589 armas de fogo. Os dados são da Receita Federal e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), relativos a resultados obtidos até meados do 3º trimestre deste ano.

Apenas uma operação da Polícia Federal no Rio Paraná, iniciada em 15 de abril deste ano, com o aumento de fiscalização de lanchas próxima à ponte Ayrton Senna, que liga Guaíra (PR) a Mundo Novo (MS), suspendeu o contrabando de 150 mil cigarros por dia -  volume que desde aquela data até o final de setembro poderia ter rendido R$ 4,5 bilhões a organizações criminosas, conforme a  Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.



“Fui um baque que as organizações criminosas receberam em sua situação financeira”, diz Eduardo Bettine, coordenador-geral de Fronteira da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça. “Nós sabemos que a capacidade financeira é um componente muito forte do crime. Nós temos que tirar a capacidade financeira, desmonetizar as organizações criminosas”, acrescenta.

Para o brigadeiro-do-ar Ary Soares Mesquita, secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do GSI, os resultados do Programa de Proteção Integrada das Fronteiras são “reflexo da ação do governo federal no combate ao crime”. Nove órgãos federais participam de 42 ações de combate contra crimes que ocorram nas fronteiras terrestres, nos portos e aeroportos de todo o país.

Além do governo federal, as ações mobilizam forças de segurança, governo e sociedades locais. “Vamos na ponta para conhecer a realidade conversar com os órgãos de segurança pública para saber quais são as principais demandas e também vermos com a sociedade o que podemos fazer para melhorar essa segurança”, diz Mesquita.


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