Sábado, 20 de Julho de 2019
SETOR ELÉTRICO

Privatização da Eletrobras Amazonas preocupa prefeitos do interior do Estado

O medo dos gestores dos municípios do AM é que o programa social “Luz para Todos” sofra cortes após a privatização da estatal



envira_123.JPG Prefeito Ivon Rates ressalta que a empresa que comprar o setor elétrico vai querer retorno. Foto: Arquivo AC
16/02/2018 às 05:16

O serviço ofertado no interior pela distribuidora Amazonas Energia é alvo de críticas por parte dos prefeitos e alguns temem que com a privatização haja o corte do programa social “Luz para Todos”.

De acordo com o prefeito de Envira (a 1.215 km de Manaus), Ivon Rates (Pros), o relacionamento administrativo com a empresa é relativamente bom, porém o serviço para extensão da rede é o principal problema. “As populações que nesses últimos quatro anos se instalaram com residências na cidade estão sem esse serviço prestado porque tem quatro anos que a empresa não evolui com ampliação de rede”, disse.

A preocupação de Rates com a privatização é pelo fato de que o município é deficitário para a empresa, já que a arrecadação em Envira é inferior ao que a Amazonas Energia para fornecer o abastecimento. “Eu imagino que uma empresa privada, para passar a fazer investimentos precisa ter garantias de que a praça paga no investimento”, afirmou.

Já em Manacapuru (a 84 Km da capital), o corte do fornecimento é constante, segundo o prefeito Beto D’Angelo (Pros) e não se pode esperar outro retorno além do social por meio do programa “Luz para Todos”. “Se for olhar pelo lado empresarial não há um retorno do tamanho do investimento”, enfatizou.

Apoiando a privatização, o prefeito de Eirunepé (725 Km de Manaus), Raylan Barroso (Pros), relata que existe um racionamento de energia na cidade por duas a três horas, mas acredita que seja decorrente da logística.  “Privatizando vai melhorar nossa questão. Não sei se vai subir em relação ao custo, isso piora no bolso do contribuinte, mas olhando por outro lado deverá melhorar o fornecimento de energia em toda a cidade, fazendo com que não falte energia e não falte a oscilação”, explicou.

Abrangência

Presentes em 108 localidades do Estado do Amazonas com uma usina em cada uma delas, segundo o delegado sindical do STIU-AM, Robson de Bastos, assumindo um papel social com os comunitários para levar o fornecimento de energia para o interior. O delegado sindical afirma que a incógnita é se após a privatização o aspecto social irá permanecer.

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