Publicidade
Cotidiano
Notícias

Problemas em calçadas de Manaus tornam-se obstáculos comuns enfrentados diariamente

As dificuldades enfrentadas pelos pedestres e motoristas devem-se a falta de cuidados e erros de planejamento. Mato, muretas e até falhas no acesso de cadeirantes são situações já consideradas comuns na cidade 28/01/2013 às 09:09
Show 1
Na Marquês de Inhabupe, calçadas estão tomadas pelo mato e obrigam o pedestre a caminhar na pista de rolamento
Carolina Silva ---

A mobilidade das pessoas em Manaus já é um problema conhecido, com complicações no trânsito e um transporte público que não consegue atender as necessidades dos usuários. Porém, a população também enfrenta mais um problema: a má qualidade das calçadas. Nem sempre os obstáculos se devem aos maus hábitos de alguns cidadãos, como lojistas e camelôs que ocupam o espaço do pedestre com as mais variadas mercadorias.

As dificuldades enfrentadas pelos pedestres devem-se a falta de cuidados e erros de planejamento. Muitos passeios públicos em Manaus não estão somente quebrados ou cheios de bancas de comerciantes ou manequins de lojas de roupa, por exemplo.

Ao longo da avenida Marquês de Inhabupe, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul, o pedestre perde espaço para o matagal que toma conta dos passeios públicos. “Quando não temos que driblar as calçadas quebradas, temos que driblar o mato que toma conta do espaço que deveria ser melhor conservado para o pedestre”, comentou a universitária Amanda Farias, 23.

O descaso se repete em muitas outras vias da cidade. “No bairro Petrópolis, em algumas ruas nem se consegue enxergar mais a calçada pois está escondida pelo matagal. Muitos moradores não tomam nenhum tipo de iniciativa para limpar porque esperam a prefeitura fazer esse trabalho”, disse o auxiliar administrativo Ivo Rodrigues, 27.

A dona de casa Esmeralda Monteiro, 55, também reclama da má conservação das calçadas pois já disse se arriscar várias vezes ao andar pelo acostamento de vias por conta do matagal em calçadas.


Os pedestres que passam pela avenida Ephigênio Salles, Zona Centro-Sul, precisam driblar barreiras de concreto que servem de proteção para alguns postes de iluminação pública. É que em calçadas estreitas a barreira quase impede a circulação do pedestre. “Pode parecer algo sem relevância, mas é direito do pedestre ter seu espaço livre”, disse o autônomo Moisés Gomes, 41.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

Publicidade
Publicidade