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Cotidiano
SAÚDE MENTAL

Problemas psicológicos em crianças podem ser causados pela violência, dizem psicólogos

Adultos com traumas infantis podem desenvolver transtornos de ansiedade ou estresse pós-traumáticos 04/10/2017 às 20:39 - Atualizado em 05/10/2017 às 01:22
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(Foto: Arquivo/AC)
Álik Menezes Manaus (AM)

Crianças que presenciam ou são vítimas de violências físicas ou sexuais podem desenvolver algum tipo de doença mental ao longo dos anos. O alerta é da gerente da Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria de Saúde do Amazonas (RAPS/Susam), Luciana Diederich, que orienta: o apoio dos pais e tratamento psicológico ainda na infância são a chave para a criança ter saúde mental e não se tornar um adulto problemático. 

O assunto foi um dos temas debatidos na manhã de ontem, no 2º Seminário da Rede de Atenção Psicossocial do Amazonas, realizado no auditório da Escola do Legislativo, localizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), no Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul. O evento, com o tema “Quando crescer é um desafio”, reuniu especialistas da área para debater assuntos relacionados aos serviços voltados para os cuidados da saúde mental desde a infância a vida adulta. 

Para a especialista, todo ser humano está exposto, principalmente na primeira infância, a violências que impactam diretamente na saúde mental das crianças, mas cada indivíduo reage de forma diferente e não necessariamente desenvolve algum tipo de problema psicológico. Diante dessa diferença entre as pessoas, Luciana Diederich explica que é preciso que pais e familiares mais próximos fiquem alertas para observar possíveis mudanças de comportamentos das crianças. 

“As violências ocorrem sempre. Você presencia uma assalto, sofre uma agressão, vê familiares se agredindo, todas essas situações podem gerar traumas, mas isso depende muito de cada indivíduo. As pessoas são diferentes. Há pessoas que absorvem negativamente e carregam por toda a vida. E vai precisar de cuidados específicos para ter saúde mental, para levar uma vida saudável”, disse. 

Atentos aos sinais

Para a especialista, é importante que os pais fiquem atentos e que o tratamento inicie o quanto antes. “Crianças e jovens que são muito ativos, falantes, brincalhões e se tornam mais fechados precisam ser ouvidos pelos pais. Os pais precisam ficar alertas às mudanças de comportamento. Muitas vezes nem é necessário um tratamento, basta comunicação com os pais, mas há casos em que se faz necessário um acompanhamento especializado”, orientou. 

Psicólogos falam sobre principais traumas

Segundo especialistas, adultos que sofreram traumas na primeira infância e não foram tratados podem desenvolver doenças como transtornos de ansiedade ou estresse pós-traumáticos. Eles também podem se tornar mais fechados e serem considerados ‘erroneamente’ como tímidos e anti-sociais. 

Tecnologia em excesso prejudica

A tecnologia está cada vez mais inserida no cotidiano da população, mas pode causar sérios riscos como problemas sociais, depressão e baixa autoestima,  segundo a psicóloga Micilene Araújo.  

“Sem dúvidas as tecnologias ajudam na vida de todo mundo, mas é preciso haver equilíbrio. Não podemos viver apenas no mundo virtual. As crianças e até mesmo os adultos precisam conviver com as pessoas, ter relacionamentos verdadeiros. Sem isso, corremos o risco de desenvolver doenças”, alertou.  

A psicóloga também alertou para o uso excessivo de jogos eletrônicos. “Em excesso podem prejudicar. Qualquer atividade excessiva traz risco às pessoas, principalmente às crianças”, ponderou a especialista.

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