Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Notícias

Procedimento de interligação do sistema à hidrelétrica de Balbina deve virar debate

A sugestão é do engenheiro Eletricista Amarildo Lima, ao comentar sobre o teste com a energia do Linhão de Tucurí que poderia causar “apagão” em Manaus



1.gif Antonio Segundo fontes de A CRÍTICA, o teste de interligação do Linhão se dará na hidrelétrica de Balbina em Presidente Figueiredo
12/06/2013 às 12:05

A realização de testes para fazer a recepção da energia do Linhão de Tucuruí para Manaus deveria ser amplamente comunicada para a sociedade e discutida antecipadamente com  órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Amazonas (CREA-AM), que pode contribuir para se reduzir as chances de haver qualquer ocorrência negativa.

A afirmativa é do engenheiro Eletricista Amarildo Lima, ao comentar matéria divulgada no jornal A CRÍTICA, na qual fontes ligadas ao alto escalão da Eletrobrás Amazonas Energia revelaram a preparação de um teste previsto para acontecer no dia 9 de junho, com a energia do Linhão de Tucurí que, segundo elas, poderiam causar um “apagão” na cidade.



Amarildo, que é conselheiro do CREA-AM, confirmou ter informações de que o procedimento vai ocorrer, mas ainda sem data definida. O teste vai retirar Balbina do sistema, que passará a receber energia transmitida pelo linhão de Tucuruí. A preocupação é quando for retirada a transmissão de Balbina, as termelétricas não suportem a pressão e parem de funcionar. De acordo com Amarildo, como a Hidrelétrica de Balbina só responde por 25% da nossa necessidade, sendo o restante da energia demandada produzida por termelétricas de produtores independentes, a saída dela seja suprida pelos produtores independentes, sem nenhuma consequência.

PREPARATIVOS

Informações apuradas por A CRÍTICA, negadas pela empresa, confirmaram a possibilidade real da cidade ficar sem energia elétrica no momento em que a energia produzida em Balbina, no município de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), for desviada. A empresa já teria, inclusive, programando funcionários para ficar em alerta e manter as geradoras operando de forma isolada na capital funcionando com a capacidade máxima para suprir a demanda caso ocorra uma falha no teste. “Como não é algo inesperado, como um raio, dá para recompor o sistema”, comentou o engenheiro eletricista.

Teste pode não ser percebido

Na avaliação do especialista, como é um teste, pode até sem nem ser notado, mas é lamentável o modo de agir da concessionária. “É preciso abrir as informações para a sociedade organizada, procurar os órgãos competentes como o CREA para esclarecer essa situação”, afirmou ele, destacando a importância de debater o assunto em seminários reunindo as entidades da área para informar as datas das manobras a serem realizadas e os riscos trazidos por isso.

O engenheiro lembrou que a instalação do linhão na floresta vai exigir uma manutenção diferenciada e demandar uma observação das mudanças que isso vai operar no trajeto da fiação. “É um assunto do interesse de todos, não pode ficar numa caixa preta”.

A empresa já teria convocado diretores e servidores na semana passada para apresentar os preparativos da ação que vai promover o desligamento do sistema atual utilizado na cidade para testar os equipamentos que interligarão o Amazonas à rede de energia elétrica do resto do País.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.