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Cotidiano
Crime eleitoral

Processo de cassação de prefeito de Coari é aberto em votação na câmara municipal

Raimundo Magalhães (Pros) é acusado de não fazer o repasse integral destinado para a Câmara Municipal de Coari 19/10/2016 às 22:30
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Magalhães estaria usando dinheiro público para custear sua campanha à reeleição. Foto: Antônio Lima
Rafael Seixas Manaus (AM)

Por nove votos a favor e um contra, a Câmara Municipal de Coari (CMC) abriu processo de cassação contra o atual prefeito do município, Raimundo Magalhães (Pros), durante sessão realizada na noite da última terça-feira (18). A informação foi confirmada pelo presidente da casa, o vereador Iliseu Monteiro da Silva (PMDB), conhecido como “Bat”.

De acordo com ele, o pedido de afastamento foi motivado após frequentes atrasos no repasse da prefeitura para a CMC. Além disso, há indícios de que Raimundo Magalhães estaria usando dinheiro público para custear parte de sua campanha para prefeito em 2016.

“Há outras irregularidades, como ele não conseguir pagar os funcionários da prefeitura que ele demitiu. O prefeito não repassava parte do décimo da Câmara Municipal de Coari há três meses. Ele estava repassando apenas R$ 640 mil, mas o valor real deveria ser R$ 678 mil. Não dava nenhuma justificativa e quando alegava algo dizia que era a falta de receita e a crise”, declarou Bat.

“O Decreto-Lei n° 201 da Lei Federal diz que o prefeito tem até o dia 20 [de cada mês] para fazer o repasse integral da Câmara Municipal e que ele não pode parcelar e usar a receita da casa para se beneficiar. Ele não conseguia passar o dinheiro, mas fazia o pagamento de assessores e empresas”, acrescentou.

Ainda segundo o presidente, Raimundo Magalhães tem de 8 a 10 dias para se defender das acusações. “Temos todos os depósitos com prazos atrasados em mãos. Temos provas suficientes e creio que a Câmara Municipal de Coari vai tomar a decisão certa. Coari não pode ficar como está, com lixo para todos os lados, com atrasos em pagamentos e com falta de segurança pública”, finalizou.

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