Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
REFUGIADOS

Processo de interiorização transfere 226 venezuelanos para oito cidades no país

Refugiados são levados de Boa Vista, em Roraima, para Porto Alegre, Caxias do Sul, Curitiba, Goioerê, Guarulhos, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro



show_636538142438187620_09E79030-C102-4B82-8288-64C74F37E479.jpg Foto: Arquivo A Crítica
15/02/2019 às 09:53

Com um ano de funcionamento, o processo de interiorização de venezuelanos que imigraram para o Brasil chega hoje (15) à 24ª etapa. Ao todo, mais 226 pessoas serão transferidas até amanhã (16) de Boa Vista, em Roraima, para oito cidades no país: Porto Alegre, Caxias do Sul, Curitiba, Goioerê, Guarulhos, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O primeiro voo, pela Força Aérea Brasileira (FAB), marcado para esta manhã, fará a primeira parada em Curitiba, onde desembarcam 90 venezuelanos. Da capital paranaense, 19 pessoas seguem para Goioerê, no noroeste do estado, e 23 irão para o Rio Grande do Sul, partindo de Canoas, no estado, para os destinos finais: Porto Alegre e Caxias do Sul. Dezesseis deles permanecem na capital gaúcha, e sete ficam no município.

De Curitiba, o voo segue para o Rio de Janeiro, onde desembarcam 32 pessoas. Desse total, 21 ficarão abrigadas em dois centros de acolhimento e em 11 em residências de parentes. Os demais se deslocam, em voos distintos, para os aeroportos de Guarulhos e Belo Horizonte.

O estado de São Paulo será responsável pelo acolhimento de 24 venezuelanos - 18 na capital e seis em Guarulhos. Na capital mineira, ficam 26 pessoas. Um grupo de 11 venezuelanos segue até a cidade de Montes Claros.

Amanhã, um grupo de 12 pessoas sairá de Boa Vista (RR) rumo a Natal (RN). Da capital potiguar, irão para a cidade de Caicó. Em nota, o governo explica que, nesta fase de interiorização, a maioria dos  transferidos é composta, majoritariamente, por famílias.

Operação Acolhida

Até o momento, no âmbito da Operação Acolhida, de articulação de ajuda humanitária a refugiados e imigrantes venezuelanos, 4.564 pessoas já deixaram os abrigos de Roraima para morar em 17 estados brasileiros. A operação reúne Forças Armadas, ministérios e entidades da sociedade civil organizada, além de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O objetivo da operação é mitigar o impacto da chegada dos venezuelanos a Roraima e oferecer, em diversas áreas de atuação, subsídios para que os participantes do programa possam ser integrados às comunidades das cidade onde fixam moradia.

Em Boa Vista, as pessoas que aderem voluntariamente à estratégia de interiorização são registradas, documentadas e imunizadas, e também recebem informação sobre o acesso a serviços e assistência à saúde nas cidades de destino.

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