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Processo sobre morte de turista inglesa há dois anos terá uma nova audiência em agosto

Três testemunhas, que deveriam ser ouvidas nesta quarta-feira mas não compareceram à 9ª Vara Criminal, devem participar da próxima audiência, programada para o dia 3 de agosto, às 10h, no mesmo local 13/05/2015 às 15:48
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Advogada da família (filha e pai, respectivamente) declarou para o Portal A Crítica que a Grã-Bretanha está de olho no julgamento do caso
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Audiência de Instrução do processo envolvendo a turista inglesa Gillian Metcalf começou na manhã desta quarta-feira (13), no Fórum Henoch Reis, em Manaus, e durou quase três horas. Quatro testemunhas de acusação foram ouvidas. Outras três, que também deveriam ser ouvidas, não compareceram à 9ª Vara Criminal e devem participar da próxima audiência, programada para o dia 3 de agosto, às 10h, no mesmo local.

As informações são da diretoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

Gillian morreu aos 54 anos, vítima de um acidente de barco no Rio Negro, no dia 5 de setembro de 2013, próximo a Manaus. Ela estava ao lado do marido, Charles Metcalf, e das filhas Natasha e Alice Metcalf. Tanto Charles quanto Alice depuseram como testemunhas de acusação na audiência de hoje, além de um guia turístico e um perito da Capitania dos Portos. Os réus Mailson Roberto Gomes e Raimundo Nonato Lima de Oliveira também estiveram presentes e ouviram as testemunhas.

Os ausentes foram um guia turístico que estava a bordo, um perito da Marinha que trabalhou na elaboração do laudo técnico do acidente e uma testemunha que mora no Careiro e estava a bordo da embarcação.

"A família foi avisada que não precisa voltar. Caso não venha, os vídeos das audiências serão disponibilizados para que compreendam o andamento", avisou a advogada da família inglesa, Jenny Kennedy. "Ainda é cedo para dizer se voltaremos na próxima audiência", completou o viúvo Charles, que mora em Kent, na Inglaterra, e estava de férias com a família em Manaus quando aconteceu o acidente.

O juiz Henrique Veiga Lima, titular da 9ª Vara Criminal, explicou que, pelo Processo Penal brasileiro, os acusados são os últimos a serem ouvidos. Após as testemunhas de acusação, serão ouvidas as de defesa. Somente depois é que os réus poderão falar.

Juiz Henrique Veiga

"Por esta razão é que não terminamos hoje. As três testemunhas de acusação ausentes são reputadas como de extrema importância pelo Ministério Público. Depois ouviremos as testemunhas de defesa. Faz parte do rito e tivemos que desmembrar", explicou o magistrado.

Henrique Veiga Lima assegurou também que o processo está tramitando com a celeridade possível. "Houve um laudo que precisava ser feito e demandou um certo tempo para ser concluído. Tão logo chegou, a gente designou esta audiência. Não podemos acusar a Justiça de ser morosa, apenas ela está cumprindo um trâmite para que os acusados tenham um amplo direito de defesa", ressaltou.

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