Publicidade
Cotidiano
Procurador promete apuração

Procurador Geral do AM promete apurar denúncia de excesso de policiais fora das ruas

Francisco Cruz afirmou que MPE irá investigar denúncia sobre número excessivo de PMs lotados em órgãos dos três poderes 19/02/2013 às 10:38
Show 1
No Forum Henoch Reis, no bairro do São Francisco, policial militar cumpre tarefa de organizar estacionamento de veículos
Lúcio Pinheiro Manaus

O procurador-geral do Ministério Público do Estado (MPE-AM), Francisco Cruz, disse, nessa segunda-feira (18), que determinou à procuradora Jussara Pordeus a análise da denúncia publicada por A CRÍTICA de que órgãos públicos mantém em seus prédios número de policiais militares superior ao estabelecido em lei. “A procuradora ficou de analisar a matéria e verificar o alcance das possíveis irregularidades e das ações cabíveis”, disse Cruz.

Matéria publicada no domingo por A CRÍTICA mostrou que ao menos 378 policiais militares estão fora do policiamento ostensivo nas ruas, 58 a mais do permitido realizando funções como porteiros, flanelinhas, guarda patrimonial e pessoal nos gabinetes do governador, vice-governador, do Tribunal de Justiça (TJ-AM), Assembleia Legislativa (ALE-AM), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Prefeitura de Manaus e no próprio MPE-AM.

Apesar de já ter sido motivo de três matérias de capa de A CRÍTICA, nos últimos dois anos, mostrando o aumento crescente de policiais militares à disposição de órgãos públicos, além de objeto de projeto de lei do deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), pedindo o fim das disponibilidades, o procurador-geral afirmou em entrevista no final de semana que o MPE-AM não tinha conhecimento do assunto. “Estou sendo informado agora. Te confesso que não havia lido as matérias. É preciso saber se há esse número de policiais a mais. Se na lista que consta o nome desses policiais está incluído algum nome que não deveria estar”, disse Cruz.

O procurador afirma que não é possivel dizer, por enquanto, se as “autoridades” dos órgãos com superlotação de PMs – a Casa Militar e a Procuradoria do Estado – receberão algum tipo de penalidade pela afronta à legislação. “Isso que teremos que ver. O promotor que se debruçar sobre o tema em caráter oficial dirá. E havendo a irregularidade, e garanto, nenhum ente público terá desejo de continuar irregular”, comentou Cruz.

A reportagem tentou contato com a procuradora Pordeus, mas ela não atendeu as chamadas ao 81xx-xx32. O procurador-geral disse que ela está de férias, mas já estaria trabalhando no caso.

Legislativo

A aprovação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas de um projeto que aumentou em três o número de oficiais no Gabinete Militar da Casa reacendeu a discussão em torno dos PM’s que trocaram a patrulha  nas ruas por serviços em outros órgãos.  Na Casa Militar da Assembleia Legislativa agora são 29 a quantidade de PM’s.

Publicidade
Publicidade