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Produção de condicionadores de ar permanece inalterada no PIM

Sob retração no setor, a fabricação dos condicionadores de ar no Polo Industrial de Manaus mantém inalterado o Processo Produtivo Básico (PPB) 22/10/2015 às 09:51
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Medida foi divulgada após polêmica envolvendo fabricantes do produto final e intermediários
Saadya Jezine Manaus

A decisão de permanecer inalterado o Processo Produtivo Básico (PPB) na fabricação dos condicionadores de ar no Polo Industrial de Manaus (PIM) foi anunciada pelo Secretário Thomas Nogueira, da Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplanct) e confirmada pelo Superintendente em exercício da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Gustavo Igrejas.

O anúncio foi feito na 258ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), após o encontro entre o representante da Seplanct e fabricantes do setor.

A medida foi divulgada após a polêmica envolvendo fabricantes do produto final e os intermediários – componentistas – que questionam sobre a forte retração no seu segmento. Segundo eles, a indústria de bens finais estaria dando preferência aos similares importados (além de peças termoplásticas e metálicas, especialmente, embalagens e peças como cabos e chicotes elétricos), sobretudo da China. Dessa maneira, a competitividade aparece reduzida entre os dois setores.

Os fabricantes do produto final defendem maior utilização de insumos importados na produção, e os fabricantes intermediários, querem garantir o fornecimento exclusivo de componentes fabricados no mercado local no conjunto das etapas de industrialização do produto. Os grandes fabricantes solicitam um aumento na competitividade, tendo em vista a redução de 50% no volume de vendas nos últimos meses do produto.

“Nós sabemos sobre a utilização desses similares, mas conforme nos foi repassado, está dentro das normas estabelecidas para o PPB. No entanto, Suframa e Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (Mdic), que são os responsáveis pelo PPB, irão averiguar as informações”, destacou Igrejas. Segundo ele, no contraponto, “economicamente falando, se os fabricantes utilizassem produtos do Brasil, o valor do produto, ficaria mais oneroso e aumentariam as estocagens, que já estão acontecendo em lojas da capital”, finaliza.

Como consequência do não cumprimento das normas estabelecidas no PPB, Thomas Nogueira afirmou que como penalidade, “a empresa pode perder seus incentivos fiscais”, destacou o secretário que fez um balanço sobre o encontro com os fabricantes. “As duas partes concordaram em manter as operações de acordo com as normas atuais, mas uma nova avaliação foi marcada para os próximos dois meses a fim de reavaliarmos o cenário”, enfatiza.

Resultado

A produção de ar-condicionado no Polo Industrial de Manaus é de aproximadamente 4 milhões de unidades por ano, em dez empresas, que somam um total de 14 marcas. São aproximadamente 15 mil empregos diretos e indiretos gerados pelo setor.

28 projetos

Com investimento estimado para o Amazonas em R$ 538 milhões, e 842 novos postos de trabalho no período dos próximos três anos, a 258ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento (Codam) – a 5ª realizada este ano, aprovou os 28 projetos. Dentre os que mais se destacaram, está o da fabricação da urna eletrônica pela empresa Procomp Amazônia Indústria e Eletrônica, com 91 postos de trabalho e R$ 86,5 milhões em investimento.

Outro projeto de destaque é da empresa Robertshaw Soluções de Controles da Amazônia Ltda, com estimativa de investimentos de R$ 41,2 milhões e 145 postos de trabalho. A Climazon Industrial Ltda, com a fabricação de microondas, teve projeto aprovado para 146 novas vagas de emprego e R$ 53,1 milhões em investimentos.

Para o secretário Afonso Lobo, da Secretaria de Fazenda (Sefaz), é normal em momento de crise, a retração no que tange a questão de investimentos, por isso, em se tratando de arrecadação para o Estado, “todo investimento é extremamente positivo”.

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