Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
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Produção do Polo Industrial de Manaus cai 15% e faturamento despenca 9,6% em 2015

Amazonas liderou as perdas na produção entre 15 regiões industriais brasileiras, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)



1.jpg O quesito 'equipamentos de transporte' teve retração de 38,5%
12/01/2016 às 17:07

Dependende economicamente do modelo industrial, o Amazonas liderou as perdas na produção entre 15 regiões industriais brasileiras, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) que divulgou resultados até novembro de 2015. A indústria amazonense em todos os setores teve uma taxa negativa de 14,9% de janeiro a novembro, acima da média brasileira que foi de -7,7%.

Depois do Amazonas, os piores resultados foram no Rio Grande do Sul (-11,8%), São Paulo (-10,9%), Ceará (-9,4%), Paraná (-9,2%), Minas Gerais (-7,5%) e Bahia (-7,1%). Na comparação de novembro de 2015 com novembro de 2014 a queda foi de 19,9%. Oito das dez atividades pesquisadas tiveram perdas.

Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-33,0%), de outros equipamentos de transporte (-38,5%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-27,4%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total da indústria, pressionados, em grande parte, pela menor produção de televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes), gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), telefones celulares, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores, no primeiro; de motocicletas e suas peças, no segundo; e de óleo diesel, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e óleos combustíveis, no último. 

O mês de novembro (com ajuste sazonal) apontou recuo de 2,1% frente a outubro, o que significa a 6ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, período em que acumulou perda de 12,9%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral mostrou queda de 2,6% na passagem dos trimestres encerrados em outubro e novembro e manteve a trajetória descendente iniciada em dezembro de 2014.

Faturamento

Os números de fato explicam o quadro ruim. O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 72,7 bilhões, entre janeiro e novembro de 2015, contra R$ 80,5 bilhões no mesmo período de 2014, ou seja, uma queda expressiva de 9,6%. Em dólar, os US$ 22.3 bilhões alcançados até o penúltimo mês do ano passado, contrastados com o volume acumulado no mesmo intervalo de 2014 (US$ 34.5 bilhões), significam uma queda de 35,32%. 

Com R$ 21,7 bilhões (US$ 6,6 bilhões), o desempenho do segmento eletroeletrônico foi o maior responsável pelo cenário negativo, respondendo por 29,90% do total. Em seguida estão os segmentos de duas rodas, com 16,89% de participação, e o de bens de informática, com 15,79%.

Os únicos segmentos que cresceram foram Naval (63,58%); Relojoeiro (2,87%); Químico (4,97%); Vestuários e Calçados (16,05%); Têxtil (12,47%); Beneficiamento de Borracha (26,78%); Ótico (11,44%); Brinquedos (8,35%); Madeireiro (9,64%); e Produtos Alimentícios (2,93%), entre outros.

A superintendente Rebecca Garcia avaliou que os resultados ruins dos indicadores de desempenho do PIM são por conta da dependência das vendas internas por parte do parque fabril local. “Isso decorre pelo fato de que o PIM nasceu para abastecer o mercado interno brasileiro, então se o padrão das famílias brasileiras cai, automaticamente, a indústria do PIM cai mais ou menos na mesma proporção”.


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