Sábado, 20 de Abril de 2019
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Produção industrial do Amazonas cai 15,5% em 2015 e tem o segundo pior resultado do Brasil

Em fevereiro, a produção retraiu 18,9% em comparação a fevereiro de 2014 e 15,5% no acumulado dos dois primeiros meses do ano


07/04/2015 às 18:18

Mesmo com um pequeno crescimento de 2,2% na produção industrial de fevereiro em relação a janeiro, a indústria amazonense tem acumulado perdas ao longo do ano.

No primeiro bimestre de 2015, o Amazonas teve a segunda maior queda na produção industrial entre as 15 regiões industriais brasileiras pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando atrás somente da Bahia. Em fevereiro, a produção retraiu 18,9% em comparação a fevereiro de 2014 e 15,5% no acumulado dos dois primeiros meses do ano. Nos 12 últimos meses o resultado foi mais uma vez negativo: 8,6% de decréscimo.

Os resultados acentuados de fevereiro são explicados em parte com ajuste sazonal, já que o mês teve 18 dias úteis, dois a menos qu janeiro.

Análise por setores

Analisando por segmentos, o setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,6%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, sobretudo, pela menor produção de televisores. Outros recuos importantes ocorreram nas atividades de outros equipamentos de transporte (-18,1%), em grande parte, pela queda na fabricação de motocicletas e suas peças; o de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,5%), devido à queda na produção de gasolina automotiva, óleos combustíveis e óleo diesel; e de produtos de borracha e de material plástico (-16,8%), como de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica e pré-formas de garrafas plásticas.

“O que temos mesmo é uma fraca demanda em todos os produtos que o pólo produz. A indústria está pisando no freio”, comentou o Supervisor de Disseminação de Informações, Adalma Nogueira Jaques.

Por outro lado, o principal impacto positivo veio do ramo de bebidas (14,6%), impulsionado, especialmente, pela maior fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.

Indústria em baixa desemprega

O assessor econômico da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Gilmar Freitas, explicou que o desempenho negativo do Polo Industrial de Manaus (PIM) é resultado de toda a conturbação na área econômica que o Brasil passa atualmente. “Todos os governos estão em regime de contingência. Se eles estão fazendo isso, imagina como está a economia da indústria. Como redução de demanda pelo consumo temos retração na produção”. O impacto já está sendo sentido com as demissões das empresas, alertou o economista. “Por outro lado isso vai influir na manutenção dos empregos. A empresa tem que ajustar a sua estrutura de empregados”, comentou.

A indústria amazonense vem acumulando perdas consecutivas desde abril no ano passado. Mas este é o segundo pior resultado desde novembro de 2014 quando a produção caiu -16,9%. Em 2014, a indústria amazonense, que é responsável motor da economia local, acumulou perdas de -3,9%.  

O Amazonas se destaca pela indústria de transformação de bens intermediários (insumos e peças) e bens de consumo duráveis e não duráveis.

Cenário nacional

A redução de ritmo na produção industrial nacional, na passagem de janeiro para fevereiro de 2015 (série com ajuste sazonal) foi acompanhada por seis dos quatorze locais pesquisados. Os recuos mais acentuados foram no Rio de Janeiro (-7,1%) e na Bahia (-6,4%).

O Rio de Janeiro assinalou a queda mais intensa desde janeiro de 2012 (-12,7%), e a Bahia recuou pelo terceiro mês consecutivo, período em que acumulou perda de 20,7%. Pernambuco (-2,3%) e Minas Gerais (-1,9%) também mostraram recuos mais acentuados do que a média nacional (-0,9%), enquanto Nordeste (-0,7%) e Espírito Santo (-0,4%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em fevereiro de 2015.

Por outro lado, Pará (3,4%), Goiás (3,2%), Paraná (2,4%) e Amazonas (2,2%) assinalaram os avanços mais elevados: os dois primeiros, com dois meses consecutivos de crescimento, acumularam altas de 3,7% e de 6,0%; os dois últimos reverteram os resultados negativos de janeiro (-6,1% e -1,9%, respectivamente). As demais taxas positivas foram observadas no Rio Grande do Sul (1,6%), Ceará (1,1%), São Paulo (0,3%) e Santa Catarina (0,2%).

A Bahia que se destaca pela produção de derivados do petróleo, metalurgia, equipamentos de informática, equipamentos óticos e bebidas teve queda significativa de 17,5% no bimestre e de 23,2% em fevereiro de 2015 em relação a fevereiro de 2015.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 9,1% em fevereiro de 2015, com doze dos quinze locais pesquisados acompanhando o movimento de queda na produção. Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Bahia (-23,2%) e Amazonas (-18,9%), pressionados, em grande parte, pelos recuos dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis, naftas para petroquímica, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo), no primeiro local; e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores), no segundo. Paraná (-15,0%), Rio Grande do Sul (-13,7%), Rio de Janeiro (-11,8%), Região Nordeste (-11,1%) e Minas Gerais (-10,6%) também apontaram taxas negativas de dois dígitos, enquanto Santa Catarina e Ceará (ambos com - 9,5%) completaram o conjunto de locais com recuos mais acentuados do que a média nacional (-9,1%).

Outros resultados negativos foram registrados em São Paulo (-8,5%), parque industrial mais diversificado do país, Goiás (-4,4%) e Mato Grosso (-1,5%). Por outro lado, Espírito Santo (25,6%) assinalou o avanço mais intenso nesse mês, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo dos setores extrativos (minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo) e de metalurgia (bobinas a quente de aços ao carbono, lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono e tubos flexíveis e trefilados de ferro e aço). Os demais resultados positivos foram observados no Pará (9,4%) e Pernambuco (2,3%).


CONFIRA AS TABELAS DIVULGADAS PELO IBGE

*Com informações da assessoria

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