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Produção Industrial do Amazonas caiu 8% em agosto, diz IBGE

A indústria do Amazonas registrou queda de 8,0% em agosto de 2014 na comparação com igual mês do ano anterior, quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto 08/10/2014 às 11:44
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Produção teve a quarta queda seguida
ACRITICA.COM ---

Em agosto de 2014, a produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente recuou 4,5% frente ao mês imediatamente anterior, após ter avançado 16,6% em julho último, quando interrompeu uma sequência de quatro meses de taxas negativas consecutivas neste tipo de comparação, período em que acumulou perda de 23,1%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao apontar variação positiva de 0,1% na passagem dos trimestres encerrados em julho e agosto, interrompeu a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2014.

A indústria do Amazonas registrou queda de 8,0% em agosto de 2014 na comparação com igual mês do ano anterior, quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos oito meses do ano da indústria do Amazonas mostrou crescimento de 1,7%, ritmo de expansão menos intenso do que o verificado no fechamento do primeiro semestre de 2014 (4,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 4,4% em agosto de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (11,2%).

A produção industrial do Amazonas recuou 8,0% em agosto de 2014 frente a igual mês do ano anterior, com cinco das dez atividades pesquisadas mostrando queda na produção. Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,0%), de outros equipamentos de transporte (-19,5%) e de bebidas (-13,4%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total da indústria, pressionados, sobretudo, pela menor produção de televisores, telefones celulares, rádios para veículos automotores e relógios de pulso, no primeiro ramo; de motocicletas e suas peças e acessórios, no segundo; e de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no último. Por outro lado, os principais impactos positivos vieram dos setores de impressão e reprodução de gravações (24,7%), de máquinas e equipamentos (8,6%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,8%), impulsionados, especialmente, pela maior produção de discos fonográficos reproduzidos a partir de matrizes; de aparelhos de ar condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo split system); e de gás liquefeito de petróleo (GLP) e óleos combustíveis, respectivamente.

O indicador acumulado para os oito meses de 2014 apontou expansão de 1,7% frente a igual período do ano anterior, com apenas três dos dez setores investigados assinalando crescimento na produção. A indústria de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,9%) foi a que mais influenciou positivamente o resultado global, impulsionada, principalmente, pela maior fabricação de computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks e tablets) e de televisores. Em sentido contrário, os setores de outros equipamentos de transporte (-6,0%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,2%) e de bebidas (-2,0%) exerceram os principais impactos negativos no índice acumulado no ano, pressionados, em grande parte, pela redução na produção de motocicletas; de gasolina automotiva; e de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, respectivamente.

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