Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
ECONOMIA

Produção industrial do Amazonas registra queda de 16,8% em seis meses, diz IBGE

Levantamento apontou ainda que em um ano, retração chegou a 18,1%. Setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos apresentou a maior redução entre as atividades, alcançando -32,7%



produ__o_industrial.JPG Produção de motocicletas também registrou queda (Foto: Antônio Lima/AC)
10/08/2016 às 14:25

A produção industrial do Amazonas registrou queda de 16,8% nos seis primeiros meses de 2016 em comparação ao ano passado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou diminuição em dez atividades. O maior impacto foi no setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, onde a redução foi de 32,7%.

O levantamento foi realizado até junho deste ano, que comparado ao mesmo mês de 2015, mostrou um recuo de 8,5%. Em relação a maio de 2016, a produção também apresentou queda de 0,3%, após ter registrado alta de 13,3% de abril para o mês seguinte.



No comparativo de 12 meses, a produção alcançou a redução de 18,1%, segundo o IBGE.

“A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, recuou 18,1% em junho de 2016, repetindo o resultado de março e abril e intensificando a perda observada em maio último (-17,6%)”, informou o instituto.

Atividades

Segundo o IBGE, o setor de equipamentos de informática exerceu a influência negativa mais relevante sobre a indústria. “O setor foi pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de 12 sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptor decodificador de sinais de vídeo codificados, rádios para veículos automotores e rádios em geral, telefones celulares e monitores de vídeo”.

O IBGE ainda destaca os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-31,6%), máquinas e equipamentos (-68,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,5%), produtos de borracha e de material plástico (-22,3%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), são explicados, em grande medida, pela menor produção de motocicletas e suas peças.

O único impacto positivo registrado veio do ramo de bebidas (7,8%), impulsionado, especialmente, pela maior produção de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.


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