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Produção industrial do Amazonas registra queda de 4,1%

Os números são da Pesquisa Industrial Mensal realizada pelo IBGE, em comparação com igual mês do ano passado 08/11/2014 às 09:11
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Resultado se manteve praticamente estável no acumulado do ano, diz o IBGE
Camila Leonel Manaus (AM)

A produção industrial do Amazonas registrou, no mês de setembro, queda de 4,1%, se comparada a setembro de 2013. No período entre janeiro e setembro, o acumulado foi de -0,9%. Apesar do recuo, se for levado em conta o índice sazonal, a indústria teve uma leve melhora de 0,5% em relação a agosto, mas isso não impediu que a indústria local fechasse o terceiro trimestre com -6,5%. Os números são da Pesquisa Industrial Mensal realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O recuo da indústria do Amazonas foi o quinto mais intenso em comparação com os outros Estados do Brasil. O Rio de Janeiro encabeça a lista com -7,8%, seguido do Paraná e São Paulo, ambos com -6,9% e Bahia com -5,3%. Já o Espírito Santo foi o Estado com maior avanço (17,3%), seguido de Goiás com 6,5% e Pará com 5,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Amazonas foi o oitavo Estado a registrar menor dinamismo frente a agosto (de 2,0% para 1,2%)

Dados do IBGE mostraram que os impactos positivos vieram de setores de máquinas e equipamentos (23,3%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e de bebidas (2,9%). Para o empresário Nelson Azevedo, esse recuo é um reflexo da situação econômica do País e o Governo Federal deve agir urgentemente para equacionar os problemas enfrentados pela indústria.

“O Amazonas é muito dependente da atividade industrial. Se você acaba com o dinamismo e com a força do PIM, isso tudo também se acaba porque é ele que polariza alguma coisa para que esses setores se desenvolvam ou se mantenham”, disse.

Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), diz que o fim de ano vai dar uma pequena aquecida no setor, principalmente no setor de eletroeletrônicos e de bebidas.

Quanto a 2015, o clima é de preocupação devido ao “aumento das tarifas, principalmente, com os derivados de petróleo”.

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