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Produção industrial do País cai 3,6% em outubro, aponta IBGE

Indústria acumula queda de 3% de janeiro a outubro. Nos últimos 12 meses, o recuo é de 2,6%, o maior resultado negativo desde setembro de 2012 (-2,9%). 02/12/2014 às 09:58
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Veículos automotores tiveram contribuição relevante no resultado negativo
ACRÍTICA.COM Manaus (AM)

A indústria nacional continua dando sinais de esfriamento. Em outubro, a produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%) na comparação com o mês anterior, após assinalar queda de -0,2% em setembro. Assim, o setor industrial acumulou queda de 3% nos dez meses do ano. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, recuou 2,6%, mantendo a trajetória descendente iniciada em março último (2,0%) e assinalando o resultado negativo mais intenso desde setembro de 2012 (-2,9%). Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (2).

Na comparação com outubro de 2013, o setor industrial mostrou queda de 3,6% em outubro de 2014. As quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (23) dos 26 ramos apontaram redução na produção. Entre as atividades, a de veículos – onde se incluem as motocicletas produzidas em Manaus – caiu 16,5% e exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de produtos de metal (-13,9%), metalurgia (-8,3%), máquinas e equipamentos (-8,0%), outros produtos químicos (-5,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,5%) e produtos de minerais não-metálicos (-4,6%). Por outro lado, entre as três atividades que aumentaram a produção, os principais impactos foram observados em indústrias extrativas (6,4%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,3%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-11,4%) e bens de consumo duráveis (-9,4%) assinalaram as quedas mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens intermediários (-2,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,1%) também apontaram resultados negativos nesse mês, mas com intensidade menor do que a média nacional (-3,6%).

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