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Cotidiano
economia

Produção industrial no AM recua 4,7% em fevereiro, segunda pior taxa do Brasil

Na comparação com o mesmo mês de 2015, o setor industrial do Amazonas recuou 25%, 23ª taxa negativa consecutiva. Nove das dez atividades pesquisadas assinalaram queda 07/04/2016 às 10:43
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No Amazonas, já são 9 meses consecutivos de taxas negativas, com queda acumulada de 26,7% (Foto: Arquivo/AC)
acritica.com Manaus (AM)

Em fevereiro de 2016, a produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente apontou recuo de 4,7% frente a janeiro deste ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa o nono mês consecutivo com queda, período em que acumulou perda de 26,7%.Considerando todo o Brasil, a indústria recuou 2,5% em fevereiro em comparação com janeiro, apresentando seu pior resultado desde dezembro de 2013. O Amazonas apresentou a segunda maior queda entre as 14 regiões pesquisadas, perdendo o primeiro lugar apenas para a Bahia (-7,9%). 

Ainda na série com ajuste sazonal (espécie de compensação que se faz com dados mensais para que seja possível compará-los entre si), o índice de média móvel trimestral mostrou queda de 4,8% na passagem dos trimestres encerrados em janeiro e fevereiro e manteve a trajetória descendente, iniciada ainda em dezembro de 2014.

Na comparação com o mesmo mês de 2015, o setor industrial do Amazonas recuou 25% no índice mensal de fevereiro de 2016, vigésima 23ª negativa consecutiva neste tipo de confronto. O índice acumulado nos dois primeiros meses do ano apontou recuo de 28%, ritmo de queda mais intenso do que verificado no último trimestre do ano passado (quando apresentou 23%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -18,4% em janeiro para -18,7% em fevereiro de 2016, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (9,4%).

A produção industrial do Estado recuou com perfil disseminado de taxas negativas, já que nove das dez atividades pesquisadas assinalaram queda. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-37,8%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria, pressionado, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores.

Vale mencionar, ainda, os recuos vindos dos setores de outros equipamentos de transporte (-35,4%, pela menor produção de motocicletas e suas peças), de máquinas e equipamentos (-77,6%), de bebidas (-11,3%), de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-45,9%). Por outro lado, o único impacto positivo veio do setor extrativo (0,6%), impulsionado, especialmente, pela maior extração de gás natural.

No indicador acumulado para o primeiro bimestre de 2016, a indústria do Amazonas recuou 28% frente a igual período do ano anterior, com as mesmas nove das dez atividades pesquisadas mostrando queda na produção. O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-44,0%) exerceu a influência negativa mais relevante sobre o total da indústria. Mas aqui, também, houve um único impacto positivo, que veio do ramo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), impulsionado pela maior produção de gasolina automotiva.

 

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