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Cotidiano
PRÊMIO

Produtores rurais do AM são premiados com Ordem de Mérito Agropecuário

No evento deste ano, a Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas premiará quatro empresários locais, além de conceder honrarias a outras duas personalidades importantes para o setor em nível nacional 16/10/2016 às 14:06 - Atualizado em 16/10/2016 às 17:15
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A Fazenda Santa Rosa é referência na produção de citrus e é comandada por Edney Marques Ricardo, um dos empresários premiados (Foto: Divulgação)
Lucas Jardim Manaus (AM)

No próximo dia 20 de outubro, a Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas (FAEA) realizará a edição 2016 da Ordem do Mérito Agropecuário do Amazonas. A honraria, criada em 1998, busca reconhecer e incentivar empreendedores que contribuem com o desenvolvimento do setor primário do Estado e premia aqueles que se destaquem na inovação tecnológica e de gestão.

No evento deste ano, a FAEA premiará quatro empresários: Luiz Elder Bonfá, destaque da piscicultura; José Mário de Oliveira Resende, destaque em pecuária, e Sérgio Vergueiro e Edney Marques Ricardo, destaques em agricultura.

Além deles, Jônadan Min Ma receberá Menção Honrosa e o presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, será o grande homenageado da noite, recebendo a medalha ‘Mérito Agropecuário Eurípedes Lins’.

Investimento pesado

Um dos premiados de 2016, Edney Marques falou ao A CRÍTICA sobre o prêmio e as técnicas que fizeram de sua fazenda, a Santa Rosa, um das mais inovadoras do Estado.

“Comecei pesquisando muito em São Paulo e vendo as outras fazendas. Na época, vi que eu precisava mecanizar bastante, então fiz um investimento pesado na compra de equipamento e na redução de mão de obra”, comentou o agricultor.

Segundo ele, a fazenda, que atualmente se dedica ao plantio de frutas como côco, laranja, abacaxi, banana, limão e tangerina, dobrou sua produção ao mesmo tempo em que passou a trabalhar com 40% da mão de obra inicial.

“Nós também trabalhamos com piscicultura e tivemos aumento similar nesse área também e contamos com a ajuda da Embrapa para isso. Eles nos indicaram, por exemplo, usar o aeradores, que oxigenam a água dos peixes, durante uma parte do dia, quando nós só o usávamos à noite. Medidas como essa fizeram nossa produção triplicar. Se antes produzíamos 6 toneladas de peixe por hectares, hoje produzimos 20 toneladas”, concluiu o produtor.

Entrevista: Muni Lourenço

Às vésperas da entrega da Ordem Ordem do Mérito Agropecuário do Amazonas deste ano, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, falou ao A CRÍTICA sobre a importância da comenda cedida pela instituição e do setor como um todo para o Estado e para o Brasil.

O que o prêmio busca destacar, na sua visão?

Ele é, sobretudo, uma iniciativa que visa exaltar casos de sucessos dentre os empreendedores amazonenses. Com talento, dedicação e abnegação, eles se destacam em vários segmentos do setor rural do Estado e seu sucesso prova que a trajetória de desenvolvimento do agronegócio brasileiro vem, há algum tempo, se reproduzindo no Amazonas.

O senhor acredita que há um mérito especial em se prosperar no Amazonas considerando o isolamento da região?

Com certeza. O que se verifica na trajetória de todos os empreendedores homenageados é o talento, a garra e a busca incessante pela aplicação de ciência, tecnologia e conhecimento nos negócios deles. Não há contradição entre produzir alimentos no coração da Amazônia e garantir a preservação da floresta. Hoje, nós temos tecnologias, com ampla ajuda da Embrapa, que permitem que se aumente a produtividade sem incorrer em novos desmatamentos.

Com o momento delicado pelo qual passa a economia do País, como acha que o agronegócio pode contribuir?

Ele já contribui, sendo responsável por 20% do PIB e 33% dos empregos gerados no País. O setor teve um superávit, em 2015, de US$ 76 bilhões, o que compensa o déficit de US$ 55 bilhões em todos os demais setores da economia. É o agronegócio que vem mantendo a economia do Brasil de pé.

E no caso do Amazonas, especificamente, como ela pode colaborar?

É interessante que empreendimentos bem-sucedidos como os que premiamos vêm num momento muito propício para o Estado já que, mais do que nunca, o Amazonas reconhece que precisa realizar esforços para a interiorização da sua economia. O setor rural é uma ferramenta essencial para a descentralização da economia para as cidades de interior.

Que passos o setor rural tem dado nessa direção?

Essa é algo que está em marcha. Semana passada, o IBGE divulgou a cidade de Rio Preto da Eva como a campeã em produção de peixe no Brasil inteiro em 2015. Nós não somos o Estado campeão, mas termos a cidade que mais produziu peixe no ano, algo em torno de 15 mil toneladas, é algo digno de nota. Um dos empresários que serão premiados este ano, o Luiz Bonfá, é desse município e obteve índices de produção até acima da média nacional. O empreendimento dele reforça o fato de que a piscicultura oferece um potencial imenso para o Estado, pela quantidade de água que temos e pelo domínio de tecnologias para a criação de peixes.

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